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- SOUZA O. P.
- MELO, B.
- O Triângulo Mineiro apresenta-se como uma
das regiões de economia mais dinâmica do Estado de Minas Gerais. Tem
demonstrado grandes crescimentos econômicos, apresentando grande
diversificação de sua economia, tanto nos setores de agricultura, comércio,
telecomunicações, como no de indústrias. Além da tradição pecuária e
da cultura do café, o cultivo de grãos vem se firmando, tornando-se grande
região produtora. Destacando o arrojo empresarial dos "agroempreendedores"
do Triângulo, dentro do espírito de diversificação e de busca de
vantagens comparativas, podemos citar a fruticultura como o mais novo esforço
de empreendimento agrícola na região. Apesar da maior tradição ser em relação
à pecuária, a região se destaca, também, como a maior produtora de
laranja e abacaxi do Estado de Minas Gerais, respondendo por 54% e 67%,
respectivamente, da área cultivada com estas culturas no Estado. A produção
de maracujá também é expressiva. Devido às condições edafoclimáticas,
outras espécies frutíferas podem ser cultivadas, aumentado o leque de
oportunidades de mercado e favorecendo a diversificação de culturas. Tanto
culturas tropicais, como por exemplo, mamão, abacaxi, maracujá, banana e
manga, como culturas temperadas, como figo, pêssego, nectarinas e uvas,
podem ser cultivadas, desde que se busque variedades adequadas. A região já conta com
quatro grandes agroindústrias processadoras de sucos, e com um grande
parque industrial de fertilizantes. Está eqüidistante, aproximadamente,
500 Km de grandes mercados consumidores, como São Paulo, Belo Horizonte,
Goiânia e Brasília. É bem servida tanto de malha rodoviária, como
ferroviária, tendo proximidade da hidrovia Paraná-Tiete, importante via de
acesso ao MERCOSUL. Sem dúvida a região apresenta características ideais
para o desenvolvimento de um pólo de fruticultura, com grande potencial de
mercado. O clima, segundo classificação de Köpen,
na maior parte da região é do tipo Aw (Clima tropical chuvoso,
megatérmico,
com inverno seco. A temperatura média do mês mais frio é superior a 18 °C,
e a precipitação do mês mais seco, inferior a 60 mm) (MOTTA, 1993). Na parte nordeste da região, na chapada
entre as cidades de Uberlândia-MG e Uberaba-MG, o clima é do tipo Cwa (clima
temperado suave, mesotérmico, chuvoso, com inverno seco. A temperatura média
do mês mais frio varia entre 3 e 18°C e a do mês mais quente é superior
a 22 °C) (MOTTA, 1993). Na serra de Araguari, o clima é do tipo Cwb,
semelhante ao Cwa, diferindo apenas por ser a temperatura média do mês
mais quente, inferior a 22°C (Motta, 1993). Com relação à necessidade de vernalização
de plantas de clima temperado, segundo ANTUNES (1985), a maior parte do Triângulo
Mineiro apresenta-se com temperaturas médias mensais nunca inferiores a 17°C,
não acumulando horas de frio; e, mesmo que se observem temperaturas mínimas
inferiores a 7,5°C, o efeito vernalizante é anulado pela ocorrência de
altas temperaturas durante o dia, a não ser pelas áreas isoladas, ao
sudeste de Araxá-MG e Patrocínio-MG, que se apresentam com disponibilidade de
frio entre O e 150 h. Entretanto, com respeito à disponibilidade de frio
(efeito vernalizante), os limites das zonas definidas podem ser corrigidos
à medida que houver mais dados de temperatura coletados nas estações
meteorológicas e conseqüente aperfeiçoamento nas equações empregadas
nas estimativas do número de horas de frio. Quanto à exigência de frio
das fruteiras, faltam resultados de pesquisas para as condições de clima
do Brasil, já que as referências são todas de países estrangeiros
(ANTUNES, 1985). A precipitação anual
varia entre 1400 e 1700 mm, com os valores mais altos nas regiões de maior
altitude, concentrada nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. O período
seco estende-se de maio a agosto (ANTUNES, 1986). A predominância de solos na região do Triângulo
Mineiro é dos tipos: Latossolo Vermelho-escuro (66,79% da área total), e
Latossolo Roxo (17,71%), (EMBRAPA, 1982 e MOTTA, 1993). A predominância de solos na região do Triângulo
Mineiro é dos tipos: Latossolo Vermelho-escuro (66,79% da área total), e
Latossolo Roxo (17,71%), (EMBRAPA, 1982 e MOTTA, 1993). A predominância de solos na região do Triângulo
Mineiro é dos tipos: Latossolo Vermelho-escuro (66,79% da área total), e
Latossolo Roxo (17,71%), (EMBRAPA, 1982 e MOTTA, 1993). Segundo MOTTA (1993), a aptidão agrícola
das terras pode ser classificada em três níveis: boa, regular e restrita.
A classificação "boa" representaria regiões em que não há
restrições para uma produção sustentada, sem muitos investimentos ou
gastos com uso intensivo de insumos; a "regular", apresenta condições
moderadas para produção, exigindo maiores investimentos e gastos com
insumos; a "restrita", apresenta fortes de limitações para a
produção, onde a exigência de utilização intensiva de insumos elevaria
os custos a níveis antieconômicos. Em relação ao nível de manejos,
estes podem ser classificados como de baixa, média e alta utilização de
tecnologias e investimentos. Segundo estas classificações, na região
do Triângulo Mineiro teríamos, nas áreas de Latossolo Vermelho-escuro,
53,5% de regiões sem aptidão para níveis de manejo de baixa tecnologia,
com aptidão restrita para média tecnologia e com aptidão regular para
alta tecnologia; e 46,5% sem aptidão para baixa tecnologia, regular para média
tecnologia e regular para alta tecnologia. Nos Latossolo Roxos, teríamos
71,0% de regiões com aptidão restrita para baixa tecnologia, regular para
média tecnologia e boa para alta tecnologia, sendo o restante das regiões
sob Latossolo Roxo (29%), sem restrições; apresentada aptidão de regular
a boa para todos os níveis de tecnologia (MOTTA, 1993).Podemos concluir que a utilização agrícola dos
solos da região apresenta, como requisito básico, para sua exploração
econômica e sustentada, o desenvolvimento e utilização intensiva de
tecnologias específicas para as culturas consideradas de interesse econômico.
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- Referências Bibliográficas:
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- ANTUNES, F.Z. Zoneamento agroclimático para fruteiras de clima temperado no
estado de Minas Gerais. Informe
Agropecuário, v.11, n.124, 1985.
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- EMBRAPA - Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária. Serviço Nacional de Levantamento e Conservação
de Solos – Levantamento de reconhecimento de meia intensidade dos solos e
avaliação da aptidão agrícola das terras do Triângulo Mineiro. Rio de
Janeiro, 1982.562p.
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- MOTTA, P.E.F. – Os solos do Triângulo Mineiro e sua aptidão agrícola. Informe
Agropecuário, Belo
Horizonte, v. 9. 105, 1993.
A
MAMANGAVA POLINIZADORA
MARQUES, S. B.
MELO, B.
As
abelhas Bombus atratus (Apidae,
Bombinae, Bombini) são conhecidas popularmente como mamangavas e
apresentam-se amplamente distribuídas por quase todo hemisfério Norte, com
ampla dispersão para a América do Sul (MOURE e SACAGAMI). As mamangavas são abelhas sociais; em suas colônias,
elas se organizam por meio da divisão de trabalho onde operárias e rainhas
constituem as duas castas nessa sociedade.
CAMILO
(1977) verificou que entre os insetos que procuram a flor do maracujazeiro os
do gênero Xilocopa spp foram
os mais freqüentes, seguidos pelo gênero Bombu
spp. Na região de Uberlândia-MG no triângulo Mineiro estudos estão
sendo feitos sobre a prevalência e comportamento de Bombus atratus, que é uma abelha grande, podendo, efetivamente,
substituir a abelha Xilocopa spp,
que apesar de eficiente polinizadora da flor do maracujazeiro (Passiflora
edulis f. flavicarpa) apresenta a desvantagem de não constituir colônia.
Foram realizados estudos sobre a biologia de Bombus
atratus e assim
subsidiar, com isso programas de seleção de abelhas voltados para a polinização.