SOUZA, O.P.
MELO, B.
2 PLANEJAMENTO DO POMAR DOMÉSTICO
2.6 Possibilidades de aproveitamento das sobras
2.7 Sugestões para formação de um pomar
3.2 Retirada de amostra para análise
11.4 Adubação de formação e frutificação
11.11 Polinização artificial das flores
11.12 Escoramento de ramos e plantas
13 CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS
14 FUNGICIDAS RECOMENDADOS PARA CONTROLE DE DOENÇAS
15 INSETICIDAS RECOMENDADOS PARA CONTROLE DE PRAGAS
15.3 Solução de querosene e sabão
15.4 Pasta para pincelamento de tronco
16.1 Cone para proteção contra formigas
16.2 Sacos plásticos com iscas para formiga
17 CONTROLE DE MOSCAS-DAS-FRUTAS
20 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS USADAS NO POMAR
O plantio de espécies frutíferas é uma boa opção de diversificação para as propriedades agrícolas, pois além de rentável, contribui para melhorar a qualidade de alimentação do agricultor e sua família, com utilização da fruta “in natura”e industrializada.

Ao produzir seu próprio alimento, o homem deixa de adquiri-lo de outros e, com
isso, diminui sua despesa. O que sobrar do consumo familiar pode ser vendido,
tornando uma fonte de renda. A disponibilidade de frutas produzidas no próprio
pomar motiva o hábito de consumi-las regulamente e em quantidade suficiente,
resultando em suprimento de minerais e vitaminas que o corpo humano necessita e
que é fornecido pelas frutas, conforme Quadro 1.
O sucesso de um pomar doméstico ou comercial está diretamente ligado à escolha da variedade, qualidade da muda e aos cuidados no plantio.
Como as diversas espécies e variedades frutíferas têm diferentes exigências climáticas, é importante que o agricultor, antes de implantar o pomar, consulte um técnico da área, para adequar as espécies a serem plantadas ao clima da região.
O clima tem grande importância na fruticultura, pois determina as espécies frutíferas a serem plantadas. Algumas espécies necessitam de clima tropical (quente), outras de clima subtropical (meio quente) e existem aquelas que se adaptam melhor ao clima temperado (frio).
De maneira geral, as características físicas (estrutura, profundidade, etc.) são consideradas mais importantes que as químicas, por serem de mais difícil modificação, pois são necessários vários anos para a formação de um solo. As condições químicas, pela aplicação de fertilizantes, são de correção mais fácil e barata.
Para conhecer o solo, é fundamental que amostras dele retiradas sejam analisadas em laboratórios especializados.
O local para plantio de um pomar doméstico deve preencher certos requisitos que permitam a obtenção de plantas produtivas, sadias e duradouras:
Escolher espécies e variedades de maior aceitação e de maior aproveitamento. As frutas mais recomendadas são aquelas preferidas pela família e que podem ser utilizadas, tanto para consumo ao natural, como na forma de geléias, compotas, sucos etc. Seguem algumas sugestões de espécies e variedades:
Outras espécies, nativas, subexploradas.
De acordo com as preferências, existe uma grande relação de frutíferas neste grupo, que poderão completar o pomar. Muitas são excelentes para a produção de sucos, sorvetes, geléias, doces, etc., como por exemplo: abieiro, acerola, araçazeiro, cabeludinha, cainiteiro, cajá-manga, caramboleira, gravioleira, grumixameira, jabuticabeira, jaqueira, kiwizeiro, lichieira, nogueira pecã, pinha, pitangueira, pitombeira, romãzeira, sapotizeiro, sirigueleira, tamarindeiro, uvaieira.
Considerar a experiência de fruticultores e vizinhos que já plantaram ou possuem pomares.
Efetuar um levantamento regional das possibilidades de venda do excesso da produção, junto a vizinhos, mercearias, mercados e indústrias.
As sugestões a seguir podem ser utilizadas para a formação de um pomar doméstico em área de 5.000 m² (0,5 ha):
QUADRO 2: Sugestões para formação de um pomar
|
Espécie |
Número de plantas |
Área/planta m² |
Área Total m² |
|
Citros (Laranjeiras) |
50 |
20 |
1.000 |
|
Citros (Tangerineiras) |
20 |
20 |
400 |
|
Citros (Limoeiros) |
10 |
20 |
200 |
|
Citros (Outras) |
10 |
20 |
200 |
|
Abacateiros |
4 |
80 |
320 |
|
Abacaxizeiros |
100 |
|
--- |
|
Bananeiras |
20 |
12 |
240 |
|
Caquizeiros |
4 |
40 |
160 |
|
Figueiras |
4 |
20 |
80 |
|
Fruta do Conde (Pinha) |
2 |
80 |
160 |
|
Goiabeiras |
6 |
20 |
120 |
|
Jabuticabeiras |
2 |
80 |
160 |
|
Macieiras |
4 |
40 |
160 |
|
Mamoeiros |
20 |
|
--- |
|
Mangueiras |
4 |
80 |
320 |
|
Maracujazeiros |
10 |
12 |
120 |
|
Marmeleiros |
2 |
20 |
40 |
|
Nespereira (Ameixa Amarela) |
2 |
40 |
80 |
|
Pessegueiros |
5 |
20 |
100 |
|
Pereiras |
4 |
20 |
80 |
|
Videiras |
20 |
12 |
240 |
|
Outras (porte médio) |
4 |
40 |
160 |
|
Outras (porte alto) |
2 |
80 |
160 |
|
Perdas em estradas e carreadores, 10%. |
|
|
500 |
Observações:
Bananeira: 4 m entre ruas e 3 m entre covas
Maracujazeiro: 3 m entre ruas e 4 m entre plantas
Abacaxizeiros: entre as outras espécies de frutíferas, dentro da rua de plantio a 30-40 cm uma muda da outra.
As operações de preparo do terreno são as seguintes:
Limpar o terreno para facilitar as operações de calagem, aração e gradagem; Em terrenos anteriormente cultivados, retire a vegetação nativa ou restos de culturas que não possam ser incorporados ao solo.
A retirada de amostra para analise, deve ser feita conforme os seguintes passos:
1- A coleta do solo deve ser feita em vários pontos da área, caminhando-se em ziguezague, utilizando enxadão, cavadeira de boca de lobo ou trado.
2- A profundidade deve ser de: 0 a 20cm e 20 a 40cm.
3 - Devem ser retiradas 10 amostras simples de cada área, sendo colocadas em um balde e misturadas para que forme uma amostra composta, representativa da área.
4- Deste balde retira-se 500 gramas da mistura e coloque em um saco plástico limpo.
5- Identifique as amostras com uma etiqueta com os seguintes dados:
- Nome do Proprietário e Propriedade;
- Profundidade de coleta;
- Localização;
- Culturas a serem implantadas.
6- Envie as amostras ao laboratório.
A calagem é a aplicação do calcário ao solo. Ela corrige a acidez, permitindo que as plantas aproveitem melhor os nutrientes nele existentes e os adicionados por meio das adubações, segundo as seguintes orientações:
Uma vez selecionadas as espécies e variedades a serem plantadas, o agricultor deve procurar viveiristas credenciados, e comprar mudas fiscalizadas. Estas mudas devem conter uma identificação que apresente o nome, endereço e número de registro do viveirista e nome da espécie e variedade de copa e porta-enxerto, quando for o caso.
As mudas de frutíferas devem apresentar um padrão, dado pela altura, diâmetro do caule, número de ramos, tipo de enxertia, tipo de embalagem, estado vegetativo.
Estes padrões são definidos por legislação própria, regulamentada para cada espécie, pelas comissões estaduais de sementes e mudas. É importante que o agricultor ou o responsável técnico pelo pomar, conheçam estes padrões, o que permitirá selecionar mudas padronizadas e de boa qualidade.
Ao adquirir as mudas, escolher aquelas que apresentam as seguintes características:
As mudas devem ser transportadas do viveiro para a propriedade rural de maneira adequada, para assim evitar ferimentos e protegê-las contra o vento.
A determinação da distância adequada entre as plantas é de fundamental importância para se aproveitar ao máximo a área e explorar a planta pelo maior tempo possível. O espaçamento varia de acordo com espécie, variedade, clima, tipo de solo, emprego de mecanização, tamanho da área, finalidade do pomar, bem como com o sistema de condução adotado.
No quadro abaixo, sugere-se o menor e o maior espaçamento, entre plantas e entre linhas de plantio, bem como a variação da área necessária para cada planta. Recomenda-se que o espaçamento entre plantas seja menor do que o espaçamento entre as linhas.
QUADRO 3: Sugestão de espaçamento para diversas espécies frutíferas.
|
Espécie |
Espaçamento (metros) |
Área necessária por planta (m2) |
|
|
Entre plantas |
Entre linhas |
||
|
Abacate |
8,0 a 10,0 |
8,0 a 10,0 |
64 a 100 |
|
Abacaxi |
0,3 a 0,5 |
0,80 a 1,20 |
0,24 a 0,6 |
|
Banana |
1,5 a 2 |
3 a 4 |
4,5 a 8 |
|
Carambola |
3,0 a 5,0 |
4,0 a 5,0 |
12 a 20 |
|
Citros |
4,0 a 7,0 |
7,0 a 10,0 |
28 a 70 |
|
Coco |
8,0 a 10,0 |
6,0 a 10,0 |
48 a 100 |
|
Figo |
2,5 a 4,0 |
3,0 a 4,0 |
7,5 a 16,0 |
|
Fruta do Conde |
4,0 a 5,0 |
4,0 a 6,0 |
16 a 30 |
|
Goiaba |
5,0 a 6,0 |
5,0 a 6,0 |
25 a 36 |
|
Graviola |
4,0 a 6,0 |
5,0 a 8,0 |
20 a 48 |
|
Jabuticaba |
7 a 10 |
7,0 a 10,0 |
49 a 100 |
|
Jaca |
8,0 a 10,0 |
10,0 |
80 a 100 |
|
Lichia |
7,0 a 8,0 |
8,0 a 10 |
50 a 100 |
|
Espécie |
Espaçamento (metros) |
Área necessária por planta (m2) |
|
|
Entre plantas |
Entre linhas |
||
|
Maça |
4,0 a 6,0 |
5,0 a 6,0 |
20 a 36 |
|
Macadâmia |
6,0 a 8,0 |
7,0 a 8,0 |
42 a 64 |
|
Mamão |
2,0 a 4,0 |
3,0 a 5,0 |
6 a 20 |
|
Manga |
8,0 a 10,0 |
8,0 a 10,0 |
64 a 100 |
|
Maracujá |
2,0 a 3,0 |
4,0 a 5,0 |
8 a 15 |
|
Marmelo |
4,0 a 6,0 |
5,0 a 7,0 |
20 a 42 |
|
Nectarina |
5,0 a 6,0 |
6,0 a 8,0 |
30 a 48 |
|
Noz pecã |
8,0 a 10,0 |
8,0 a 10,0 |
64 a 100 |
|
Pêra |
5,0 a 6,0 |
5,0 a 7,0 |
25 a 42 |
|
Pêssego |
5,0 a 6,0 |
6,0 a 8,0 |
30 a 48 |
|
Pitanga |
4,0 a 5,0 |
4,0 a 5,0 |
20 a 25 |
|
Romã |
4,0 a 5,0 |
5,0 a 6,0 |
20 a 30 |
|
Tamarindo |
8,0 a 10,0 |
8,0 a 10,0 |
64 a 100 |
|
Uva |
2,0 a 3,0 |
3,0 a 4,0 |
6 a 12 |
Em terrenos inclinados, recomenda-se sempre o plantio em curvas de nível. O plantio em curvas de nível é indispensável para prevenir a erosão do solo. As curvas de níveis são demarcadas com aparelhos como: nível de mangueira, trapézio de cavalete, nível de precisão.
Em solos com declividade acentuada, recomenda-se a construção de terraços, com a finalidade de impedir a descida da enxurrada, permitindo, assim, a entrada da água no solo ou a sua drenagem para fora do terreno.
O plantio das mudas no campo deve ser feito em covas ou em sucos, sendo o plantio em covas indicado para terrenos mais acidentados e, fruteiras, que necessitam de maiores espaçamentos como as mangueiras, laranjeiras, coqueiros etc.
As covas podem ser abertas mecanicamente ou manualmente. As dimensões das covas dependem da espécie frutífera e do tipo de solo, podendo variar de 40 x 40 x 40 cm a 60 X 60 X 60 cm.
Na
abertura da cova, deve-se proceder à retirada da camada de solo da superfície
até 20 a 30 cm de profundidade, colocando-se em um lado da cova e a camada mais
profunda (subsolo) de outro lado (foto abaixo).
As covas devem ser preparadas com antecedência de 30 a 90 dias do plantio.

A adubação de plantio deve ser feita de acordo com os resultados da
análise de solo e da recomendação para cada espécie frutífera. Em cada cova,
colocam-se 20 litros de esterco curtido. Essa quantidade dependerá do tipo de
esterco utilizado (de granja, de curral ou composto orgânico). Preparar as covas
para plantio efetuando a mistura da terra de cima com os adubos, enchendo a
cova.
Na falta da análise de solo, seguem abaixo algumas sugestões de adubação apresentadas no Quadro 4.
QUADRO 4: Sugestões de Adubação de plantio (na cova) para algumas árvores frutíferas
|
FRUTEIRAS |
ADUBOS (g/cova) |
|||
|
Superfosfato simples |
Fosfato de Araxá |
Cloreto de Potássio |
Após pegamento |
|
|
Sulfato de Amônio |
||||
|
Abacateiro |
500 |
2.000 |
50 |
50 |
|
Acerola |
300 |
1.000 |
100 |
50 |
|
Ameixeiras e Pessegueiros |
400 |
2.000 |
200 |
50 |
|
Bananeira |
600 |
2.000 |
200 |
100 |
|
Caquizeiro |
500 |
1.000 |
300 |
100 |
|
Caramboleira |
300 |
500 |
100 |
50 |
|
Figueira |
400 |
1.500 |
100 |
50 |
|
Goiabeira |
400 |
1.500 |
50 |
100 |
|
Gravioleira |
300 |
500 |
100 |
50 |
|
Jabuticabeira |
400 |
1.000 |
200 |
50 |
|
Jambeiro |
200 |
1.000 |
100 |
50 |
|
Laranjeira, Limoeiro e Tangerina |
400 |
2.000 |
50 |
50 |
|
Macieira |
400 |
2.000 |
150 |
50 |
|
Mamoeiro |
200 |
800 |
50 |
100 |
|
Mangueira |
100 |
800 |
50 |
50 |
|
Maracujazeiro |
250 |
1.300 |
- |
150 |
|
Marmeleiro |
600 |
2.000 |
100 |
50 |
|
Nectarineira |
400 |
2.000 |
200 |
50 |
|
Nespereira |
300 |
1.500 |
100 |
50 |
|
Nogueira Pecã |
150 |
700 |
50 |
50 |
|
Pereira |
300 |
1.500 |
50 |
50 |
|
Pinha |
100 |
500 |
150 |
50 |
|
Pitangueira |
300 |
1.000 |
100 |
50 |
|
Videira |
150 |
700 |
200 |
50 |
As mudas devem ser distribuídas junto às covas ou aos sulcos, de acordo com a capacidade diária de plantio. A retirada no ato do plantio deve ser feita com cuidado, para evitar o destorroamento do torrão. Havendo enrolamento do sistema radicular, deve-se cortar por volta de 1 a 2 cm do fundo do recipiente, para eliminar possíveis raízes defeituosas, além de se fazer um corte longitudinal em toda extensão da embalagem.
Com o auxílio de um enxadão ou uma cavadeira, abri-se uma coveta no centro da cova com dimensões suficientes para colocar a muda. A muda deve ser colocada na coveta com cuidado, para que o torrão não desfaça. Coloque terra ao redor do torrão (foto 1) e comprima o solo para evitar formação de bolsas de ar. (foto 2)
Foto 1 Fonte : Senar Foto 2 Fonte : Senar
A muda deve ser plantada de tal forma que o colo da planta permaneça ao nível do solo (Foto 3). Para plantio realizado em covas ou em sucos recentemente preparados, o colo da muda deve ficar cerca de 5 cm acima do nível do solo , já que haverá acomodação natural do mesmo.
No plantio de muda de raiz nua (sem torrão), deve-se evitar o dobramento das raízes, adotando-se, também, os cuidados recomendados para enchimento da cova ou suco, com antecedência de 60 dias. (Foto 5)
Para plantio de estacas diretamente na cova (ex: figueira), recomenda-se que 2/3 da estaca fiquem enterrados mantendo-se, pelo menos, 2 gemas acima do nível do solo. Deve-se fazer boa compactação do solo ao redor da estaca. (Foto 6 e 7)

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A operação de plantio se completa com o estaqueamento e tutoramento (foto 8) da muda bem como com o preparo de uma espécie de “bacia” ao redor desta (foto 9 e 10), utilizando-se terra raspada da superfície. O preparo da bacia é importante para conter a água de irrigação junto a muda. A irrigação deve ser feita com mangueira ou regador sem crivo, colocando-se entre 20 e 30 litros de água por cova de forma a se eliminar todos os espaços vazios, fazendo com que haja um perfeito contato do solo com as raízes. Esta irrigação inicial deve ser feita estando chovendo ou não.
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Procede-se a cobertura da cova com capim seco sem semente ou material similar, com objetivo de manter umidade no solo e diminuir a necessidade de irrigação.
Deve-se manter o pomar limpo, sem ervas daninhas, principalmente no período seco. Pode-se fazer o coroamento, próximo à planta, e roçar o mato entre as linhas.
A capina deve ser feita bem superficialmente para evitar danos às raízes da planta, e o mato próximo às plantas deve ser retirado com as mãos para evitar ferimentos à planta ou, até mesmo, eliminação da sua parte aérea.
A capina mecânica é recomendada no controle das plantas daninhas, somente nas entrelinhas de plantio, em áreas mecanizáveis.
O controle químico é feito por meio de herbicidas. Há vários tipos de herbicidas, cuja utilização depende do tipo de mato mais comum na área. Existem herbicidas específicos para as plantas de folhas estreitas e largas, e outros que controlam estes dois tipos de plantas.
Em período de estiagem prolongada (seca), as plantas devem ser irrigadas, e a quantidade de água vai depender do tipo de fruteira, bem como da intensidade da seca. Irrigar preferencialmente no período da tarde ou à noite.
Na fruticultura, os sistemas de irrigação mais utilizados são: aspersão convencional, microaspersão e gotejamento.
Os sistemas de irrigação por microaspersão sob copa e gotejamento são bastante utilizados por proporcionarem maior economia de água e por não molharem a parte aérea (copa) das plantas, o que reduz o ataque de doenças.

As plantas de pomar devem receber adubação anual, conforme a
recomendação da análise do solo. Algumas sugestões são apresentadas no quadro 5.
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QUADRO 5: Sugestões de Adubação
|
Fruteiras |
Adubos |
Quantidade (gramas/planta) e época |
|||||
|
Plantas em formação |
Plantas em Produção |
||||||
|
Período das chuvas |
Período das chuvas |
||||||
|
Início |
Meio |
Final |
Início |
Meio |
Final |
||
|
Abacateiro |
Sulfato de Amônio |
200 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
300 |
250 |
300 |
700 |
700 |
700 |
|
|
Aceloreira |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
100 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
200 |
200 |
200 |
200 |
250 |
300 |
|
|
Amexeira e Pessegueiro |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
200 |
300 |
600 |
400 |
500 |
1.000 |
|
|
Bananeira |
Sulfato de Amônio |
300 |
|
|
|
|
|
|
Fórmula: 12-16-12 |
1.000 |
1.000 |
1.000 |
|
|
|
|
|
Caquizeiro |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 12-16-12 |
300 |
300 |
300 |
500 |
500 |
500 |
|
|
Caramboleira |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
200 |
200 |
200 |
300 |
300 |
400 |
|
|
Figueira |
Sulfato de Amônio |
200 |
100 |
- |
100 |
|
|
|
Fórmula: 4-14-8 |
300 |
300 |
300 |
300 |
400 |
500 |
|
|
Goiabeira |
Sulfato de Amônio |
300 |
|
|
|
|
|
|
Fórmula: 4-14-8 |
500 |
400 |
400 |
|
|
|
|
|
Fórmula 10 -10-10 |
|
|
|
700 |
700 |
300 |
|
|
Gravioleira |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
150 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
100 |
100 |
200 |
200 |
200 |
300 |
|
|
Jabuticabeira |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
200 |
200 |
200 |
500 |
500 |
500 |
|
|
Jambeiro |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
100 |
200 |
200 |
300 |
300 |
400 |
|
|
Laranjeira Limoeiro Tangerineira |
Sulfato de Amônio |
200 |
|
|
300 |
|
|
|
Fórmula: 4-14-8 |
1000 |
500 |
700 |
|
|
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
|
|
|
1.000 |
1.500 |
1.000 |
|
|
Macieira |
Sulfato de Amônio |
250 |
|
|
300 |
|
|
|
Fórmula: 12-6-12 |
300 |
300 |
250 |
400 |
400 |
1.100 |
|
|
Mamoeiro |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
|
|
|
|
Fórmula: 10-6-10 |
200 |
300 |
200 |
|
|
|
|
|
Mangueira |
Sulfato de Amônio |
350 |
|
|
250 |
|
|
|
Fórmula: 10-6-10 |
1.000 |
700 |
800 |
500 |
1.500 |
1.000 |
|
|
Maracujazeiro |
Sulfato de Amônio |
150 |
|
|
100 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
400 |
400 |
500 |
500 |
800 |
1.000 |
|
|
Marmeleiro |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
100 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
250 |
250 |
300 |
500 |
500 |
1.000 |
|
|
Nectarineira |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
300 |
300 |
600 |
400 |
500 |
1.000 |
|
|
Nespereira |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
300 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
350 |
150 |
250 |
500 |
500 |
1.000 |
|
|
Nogueira Pecã |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
300 |
300 |
500 |
300 |
400 |
800 |
|
|
Pereira |
Sulfato de Amônio |
150 |
|
|
400 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
200 |
200 |
300 |
500 |
700 |
1.000 |
|
|
Pinha |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
200 |
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
100 |
200 |
200 |
200 |
200 |
200 |
|
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Pitangueira |
Sulfato de Amônio |
100 |
|
|
|
|
|
|
Fórmula: 10-10-10 |
100 |
150 |
150 |
200 |
200 |
300 |
|
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Videira |
Sulfato de Amônio |
100 |
150 |
150 |
200 |
200 |
300 |
|
Fórmula: 4-14-8 |
300 |
400 |
600 |
|
|
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|
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Fórmula: 4-6-25 |
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|
|
200 |
200 |
500 |
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O espaldeiramento é necessário para a sustentação da planta e a distribuição de ramos. Ex: maracujazeiro e videira.
A abertura de copa visa a dar melhor conformação e arquitetura à planta, permitindo maior arejamento e melhor iluminação da copa, além de facilitar os tratos culturais e a colheita. Ex: goiabeira e pessegueiro.
A quebra de dormência antecipa e uniformiza a brotação e floração. Ex: Videira, pessegueiro e caquizeiro.
A indução à floração antecipa, uniformiza e permite o escalonamento da produção. Ex: abacaxizeiro e mangueira.
O raleio visa eliminar o excesso de frutos, objetivando melhorar a qualidade dos frutos remanescentes. Ex: tangerineira, pessegueiro e goiabeira.
O ensacamento de frutos auxilia no controle de pragas e doenças e os protege contra queimadura de sol. Ex: goiabeira e pessegueiro.
A polinização artificial garante a fecundação e fertilização das flores, possibilitando o maior vingamento de frutos. Ex: maracujazeiro e gravioleira.
O escoramento tem a finalidade de evitar a quebra de ramos com excesso de produção bem como o tombamento de plantas.
A desfolha é uma técnica utilizada para limpeza da planta, com objetivo de melhorar a aeração, a iluminação e, conseqüentemente, a sanidade do pomar. Ex: bananeira.
A poda tem como finalidade dar formato à planta e estimular a produção. Para realizar a poda, o fruticultor deve conhecer o hábito de frutificação de cada fruteira, bem como os tipos de podas existentes. Assim, serão tecidos comentários sobre as podas de formação, frutificação e limpeza.
Basicamente, a poda, pode ser executada em duas épocas. No inverno, é chamada de poda em seco e recomendada para frutíferas que perdem as folhas (caducifólias), como pessegueiro, macieira, ameixeira, figueira. Mas o inverno é uma referência muito teórica e pode induzir alguns erros. Existe um momento ótimo para iniciá-la. É quando os primeiros botões florais surgirem nas pontas dos ramos, indicando que a seiva começou a circular de novo pela planta. Se a poda for feita antes, estimulará a brotação na hora errada. Se efetuada depois, forçará as brotações vegetativas, exigindo mais tarde uma nova poda.
A poda verde ou de verão, por outro lado, é realizada quando a planta está vegetando e destina-se a arejar a copa, melhorar a insolação e a coloração dos frutos e diminuir a intensidade de cortes na poda de inverno. É também executada em plantas perenifólias (com folhas permanentes) como as cítricas, abacateiro, mangueira.
Por ocasião da poda seca ou de inverno, deve-se considerar a localização do pomar, as condições climáticas e o perigo de geadas tardias antes da operação. A poda deve ser iniciada pelas cultivares precoces, passando as de brotação normal e finalizando pelas tardias. Em regiões sujeitas a geadas tardias, deve-se atrasar o início da poda o máximo possível, até mesmo quando as plantas já apresentaram uma considerável brotação, normalmente as de ponteiros.
É a poda que consiste em dar à planta a sua estrutura inicial, sendo realizada normalmente até o terceiro ano pós-plantio. Praticamente, todas as plantas frutíferas necessitam deste tipo de poda.
É a poda que tem como finalidade manter o equilíbrio da produção, através de desponte ou desbaste de ramos, bem como a eliminação de ramos “ladrões”, que são galhos que sobem verticalmente de tamanho indefinido e não-produtivos.
A intensidade dessa poda depende da espécie, da idade, do vigor, do número de pernadas/ ramificações existentes e do sistema de condução da planta. Não são todas as fruteiras que necessitam deste tipo de poda.
Geralmente as plantas de clima temperado necessitam desse tipo de poda, dentre elas destacamos: figueira, macieira, marmeleiro, pessegueiro e videira.
É a poda que se realiza logo depois da colheita, tendo por finalidade retirar da planta os galhos secos, quebrados ou mal colocados. Após essa poda, geralmente se faz um tratamento químico das partes cortadas, para evitar o aparecimento de doenças.
Geralmente todas as fruteiras necessitam desse tipo de poda.
Lembre-se de que uma poda mal feita prejudica a planta com sérias conseqüências para a formação da produção. É preferível não fazê-la a fazê-la erradamente.
Consiste em diminuir o tamanho dos ramos mais promissores, de modo reduza assim a quantidade de frutos a serem produzidos. Ou no caso do pessegueiro, forçar a brotação de gemas que irão produzir os ramos de substituição dos que estão no ano produzindo, preparando assim a planta para a próxima safra. Esse encurtamento reduz de 1/3 a 2/3 o tamanho normal do ramo.
Inúmeros
são os instrumentos e ferramentas utilizadas na execução das diferentes
modalidades de poda. Até mesmo o machado, a foice e a serra grande ou
trançadeira podem, algumas vezes, entrar na relação das ferramentas do podador.
Não existe bom podador sem boa ferramenta, isto é apropriada, limpa, afiada e lubrificada. Não considerando os casos especiais e raros, três ferramentas são indispensáveis ao podador: tesoura de poda, serrote de podar (reto e curvo) e a decotadeira. Existem também instrumentos especializados como tesouras para desbaste de cachos de uva, alicate para incisão anelar, entre outros mais.
Um corte ideal e preciso, realizado de uma só vez, deve observar uma inclinação de 45 graus aproximadamente, no sentido oposto ao da gema mais próxima, o que evita o acúmulo de água, onde pode causar o apodrecimento do ramo e aparecimento de fungos. Cortes de espessura maior que 3,0 cm devem ser protegidos com pastas cicatrizantes à base de cobre.
Na
supressão de galhos grossos, feita naturalmente com o serrote,
o corte deve ser bem rente à base do galho e bem inclinado.
"Ainda que executada pelo mais genial podador, a pode não socorre às deficiências alimentares do solo, não contrabalanceia a influência da umidade e de outras condições adversas do meio, não dispensa o controle fitossanitário dos pomares, não elimina problemas de polinização, mas ajuda o fruticultor a resolver certas questões, proporcionando à planta porte, disposição dos ramos e equilíbrio vegetativo adequados a uma vida vegetal mais fecunda”.
O controle de pragas e doenças deve ser realizado com o uso de mudas sadias, variedades resistentes, tratos culturais adequados, controle biológico, controle químico e utilização conjunta dessas técnicas (manejo integrado).
As espécies frutíferas são atacadas por diversas pragas e doenças, sendo algumas de maior importância e outras de importância secundária.
Entre as pragas mais comuns estão: Moscas-das-frutas, Pulgões, Cochonilhas, Brocas do Caule, Ácaros e Lagartas. Vejamos no quadro abaixo as principais pragas, seu reconhecimento e controle:
QUADRO 6: Principais pragas, seu reconhecimento e controle:
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Pragas |
Reconhecimento |
Controle |
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Pulgões |
Pequenos insetos sugadores de coloração preta ou verde-escura brilhante vivem em colônias, atacando as folhas, hastes, flores e principalmente os brotos, causando o enrolamento das folhas. |
Pulverização com inseticidas caseiros e/ ou inseticidas fosforados sistêmicos. |
|
Cochonilhas |
Pequenos insetos recobertos por escamas ou carapaças com aspecto de vírgulas, cabeça de prego, farinha, etc. e de coloração pardacenta ou branca, que sugam a seiva enfraquecendo a planta. |
Eliminação das partes afetadas. Pulverizações com inseticidas fosforados sistêmicos e óleo mineral. Tratamento de inverno. |
|
Moscas-das-frutas |
Perfuram os frutos desde o início da maturação até a colheita. Nos frutos verdes causam a mancha-parda e nos maduros, as podridões. Provocam queda acentuada de frutos. |
Uso de frascos caça-moscas. Eliminar frutos atacados. Uso de iscas atrativas envenenadas. |
|
Brocas-do-tronco e ramos |
Atacam os ramos e troncos, perfurando-os. O lenho é o alimento da larva, e as serragens, oriundas do processo de mastigação são expelidas por buracos ou “janelas” construídas ao longo do tronco. |
Logo que começa a surgir a serragem sobre o solo, injetar no orifício de entrada da larva uma solução inseticida, querosene ou gasolina, fechando logo em seguida com barro ou cera. |
|
Ácaros |
Pontuações, bronzeamento, engruvinhamento e queda das folhas. Atraso no crescimento. |
Pulverizações com acaricidas específicos, visando à página inferior da folha. Deve-se molhar bem as folhas. |
|
Formigas |
Cortam as folhas paralisando o crescimento das plantas. |
Pulverização com acaricidas específicos visando à página inferior da folha. Deve-se molhar bem as folhas. |
|
Vaquinhas |
Folhas perfuradas e, quando novas podem ser totalmente destruídas. |
Aplicar inseticidas |
|
Gorgulho |
O local da postura não acompanha o desenvolvimento do restante do fruto, ficando enegrecido. A larva penetra no fruto e se alimenta da semente, ficando parte das sementes e polpa destruídas e enegrecidas. |
Inicia-se com frutos ainda verdes do tamanho de uma azeitona. Pulverizar com inseticidas organofosforados. Ensacar os frutos ainda verdes. |
|
Lagartas |
Causam danos em ramos, brotos, folhas e troncos, perfurando, roendo ou mastigando. |
Inseticidas específicos |
|
Moleque ou Broca-da-bananeira |
As larvas penetram e destroem internamente o tecido da planta, prejudicando seu desenvolvimento. Fazem galerias no rizoma. As folhas amarelecem, os cachos ficam pequenos, e as plantas ficam sujeitas ao tombamento. |
Seleção e tratamento das mudas. Uso de iscas envenenadas (pedaços de pseudocaule). |
13.2 Principais Doenças
Entre as doenças mais freqüentes nas frutíferas estão: Varíola, Ferrugem, Fumagina, Gomose, Mal de Sigatoka, Antracnose e Virose.
As plantas frutíferas podem ser atacadas por diversas doenças e as mais comuns estão relacionadas no quadro abaixo:
QUADRO 7: Doenças mais comuns em plantas frutíferas
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Doença |
Reconhecimento |
Controle |
Plantas Atacadas |
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Antracnose |
Ataca ramos, folhas, flores e frutos. As folhas apresentam manchas escuras de tamanho e contornos irregulares, formando áreas necrosadas. As inflorescências apresentam flores enegrecidas e caem. Nos frutos, surgem lesões irregulares envolvendo a casca com manchas pardas deprimidas que atingem a polpa. Surge principalmente no período chuvoso. |
O controle é preventivo com pulverizações iniciadas antes do florescimento e prosseguindo até alguns dias antes da colheita. |
Abacate Mamão Manga Maracujá |
|
Ferrugem |
Aparecem pústulas arredondadas, recobertas de massa pulverulenta amarela ou parda na página inferior das folhas e nos frutos. |
Rotação de culturas. Fiscalização na lavoura. Erradicar e destruir as plantas atacadas. |
Ameixa Figo Goiaba Jabuticaba |
|
Fusariose |
Doença de natureza vascular. Inicialmente apresenta murcha das folhas nas extremidades dos ramos, que posteriormente se generaliza por toda a planta vindo em conseqüência um amarelecimento e posterior secamento de toda a parte aérea produzindo um aborto de flores e não vingamento de frutos. |
Rotação de culturas. Fiscalização na lavoura. Erradicar e destruir as plantas atacadas. |
Maracujá
|
|
Gomose |
O fungo ataca os troncos, raízes e ramos das árvores. Na região afetada, a casca se rompe e deixa escorrer um líquido de coloração parda. Formação de goma no fendilhamento da casca. Quando há um ataque em toda a periferia do tronco, a planta morre por estrangulamento. |
Plantio alto, capinas cuidadosas, evitando ferir o tronco e raízes. Promover maior arejamento do tronco ao nível do solo. Em árvores afetadas, raspar a parte doente e pincelar a ferida com pasta bordalesa. Evitar excesso de umidade, adubo orgânico e nitrogenado. |
Abacate Citrus Mamão |
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Mal-do-panamá |
Amarelecimento progressivo, indo das folhas mais velhas para as mais novas. Posteriormente, essas murcham, secam e quebram-se junto ao pseudocaule, dando aspecto de guarda-chuva fechado. Em bananeiras atacadas, cortes mostram pontuações de coloração pardo-avermelhadas no início, tornando-se enegrecidas em estágios mais avançados. |
Fazer plantios em solos não infectados. Utilizar mudas sadias de touceiras que não tenham apresentado a doença. Controle sistemático da broca da bananeira. Inspeções periódicas no bananal para detectar possíveis focos da doença. Eliminar as plantas atacadas. Usar variedades resistentes. Desinfecção de equipamentos. |
Banana |
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Oídio |
Apresenta-se sob a forma de um pó branco-acizentado, que se deposita nas superfícies dos órgãos atacados, causando a queda das folhas, flores e frutos. |
Pulverizações com produtos a base de enxofre |
Abacate Maçã Mamão Manga |
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Verrugose |
Doença fúngica que ataca os frutos no início do desenvolvimento, apresentando lesões corticosas irregulares e salientes, de coloração amarela e marrom clara. |
Pulverizações com fungicidas. |
Abacate Laranja Manga
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Para se preparar a calda, utilizar:
Modo de Preparar: Para se ter uma calda bordalesa a 1%, usam-se as quantidades indicadas acima. O sulfado de cobre, bem triturado, é colocado dentro de um saco de pano ralo, amarrado em uma vara atravessada sobre uma tinta de madeira, contendo 50 litros d’água, de modo a apenas mergulhar na água. Dentro de aproximadamente uma hora, o sulfato de cobre está dissolvido.
Em outra tina, com capacidade superior a 50 litros, põe-se a cal virgem, que é apagada aos poucos, em pequenas quantidades, até formar uma pasta consistente. Em seguida, junta-se água até completar 50 litros.
Em um terceiro recipiente de 100 litros, juntam-se as duas soluções simultaneamente, sempre em pequena quantidade, agitando-se a mistura, enquanto vai sendo preparada.
A calda bordalesa deve ficar neutra. Para verificar, mergulhar na solução, durante meio minuto, uma lâmina de canivete bem limpa e, ao retirá-la da solução, observar se houve formação de ferrugem sobre a lâmina, o que indica acidez. Se isso acontecer, juntar mais um pouco da solução de água e cal, até que não mais se processe a reação.
Para pulverização, a calda deve ser passada através de uma peneira ou filtro, para evitar impurezas e entupimento de bicos. A aplicação da calda deve ser feita no mesmo dia de seu preparo.
Para o preparo e aplicação da calda bordalesa, não pode ser usado vasilhame de ferro.
Para se preparar à pasta, utilizar:
Modo de preparar: Utilizar o mesmo processo da preparação da calda bordalesa, tomando-se o cuidado de observar as quantidades dos ingredientes. A aplicação é feita, utilizando-se de broxas.
É uma alternativa para o controle de doenças de plantas. Age também como adubo foliar e tem como base a calda bordalesa enriquecida com sais minerais, destacando-se o cobre, zinco, magnésio, boro e nitrogênio.
A composição básica para a preparação de 10 litros de calda viçosa é:
A cal é a mesma que se utiliza para pintura de paredes, desde que seja nova. Os sais minerais não podem estar úmidos.
A preparação deve ser seguida dos seguintes cuidados:
1. Colocar metade da água num recipiente e nele preparar a água de cal.
2. Colocar a outra metade em outro recipiente e dissolver os sais minerais.
3. No terceiro recipiente, colocar o volume de água de cal já preparada, correspondente à 4-metade do volume desejado da calda.
4. Lançar aos poucos sobre a água a solução de sais, sob constante agitação. A calda assim preparada fica com pH entre 7,5 e 8,5 (usar papel indicador de pH), apresentando uma coloração azul característica. Usar recipientes de plástico, amianto, madeira ou alvenaria que não são atacados por sais.
Preparar a quantidade que vai ser utilizada no mesmo dia. Não guardar sobras.
Esquema de preparo da calda Viçosa
A calda viçosa é indicada para controle de: figo, uva, laranja , pêra , maçã, banana, maracujá e goiaba.
Para cultura da banana, devem-se acrescentar 30 gramas de cloreto de potássio para cada 10 litros de calda.
A calda não tem ação curativa, por isso deve ser aplicada preventivamente.
Utilizada no controle de pulgões, cochonilhas, lagartas c pulgões.
Para se preparar a solução, utilizar:
Modo de preparar: picar o fumo e deixar de molho dentro de l litro d'água, por um dia. Para ser usada, a calda deve ser coada em pano fino: na pulverização, empregar l litro dessa calda para 10 litros de água. Para aumentar a aderência, acrescentar 50 g de sabão comum aos 10 litros de calda diluída. Esta calda fermenta rapidamente e, portanto, deve ser usada logo após estar preparada.
Utilizada no controle de pulgões, lagartas, cochonilhas e piolhos.
Para preparar a solução, utilizar:
Modo de preparar: misturar em 5 litros d'água quente as 50 gramas de sabão raspado e agitar bem até dissolver o sabão. Deixar esfriar e pulverizar sobre as plantas.
Utilizada no controle da cochonilha farinhenta.
Para preparar a solução, utilizar:
Modo de preparar: colocar em uma vasilha a água e o sabão cortado em fatias. Levar ao fogo c deixar ferver, mexendo sempre. Retirar a solução, afastando-a do fogo, e acrescentar o querosene, batendo até virar uma pasta.
Essa solução deverá ser usada no máximo até 2 dias após o preparo. Para pulverização, diluir l litro da solução inseticida em 9 litros de água.
Material utilizado: câmara-de-ar velha, plástico de saco de adubo, papelão parafinado ou qualquer outro material similar.
Como fazer:
Utilizada para prevenção de ataque de brocas e cochonilhas. É usada no tratamento de inverno (período frio c seco do ano), pincelando o tronco e base dos ramos principais.
Para preparar a pasta, utilizar:

Cone para controle de formiga
Material:
Modo de usar:
Vantagens: l) Pode ser usado no período chuvoso, sem risco de prejuízo (perda do produto) causado pela umidade. 2) Elimina a possibilidade de intoxicação de empregados.
Usada para controlar moscas-das-frutas. Consiste na utilização de garrafas de plástico, que são cortadas na sua parte mediana.
São feitas diversas "janelas" com 2 cm no sentido horizontal e 5 cm na vertical. A isca envenenada é colocada na garrafa, através das janelas. Para preparar a isca envenenada, usar uma colherinha (café) dos produtos Malatol ou Dipterex e duas colheres de sopa de açúcar e água suficiente para formar uma pasta.

A garrafa, fechada na parte superior para evitar a entrada de
água da chuva, é pendurada na planta, na proporção de uma para cada dez plantas
do pomar.
Garrafa caça-mosca
O ponto ideal de colheita varia com a espécie frutífera, o destino da produção (industria ou mesa) e a distância do mercado consumidor.
A identificação é feita pela observação do seu tamanho, coloração, composição química e queda natural dos frutos.
No ato da colheita deve-se tomar alguns cuidados como: não arrancar os frutos das plantas, mas cortá-los com tesoura apropriada ou destacá-los com uma leve torção, evitar as pancadas que ferem os frutos e causam apodrecimento e não colocar os frutos amontoados uns sobre os outros para evitar machucá-los. Os frutos devem ser devidamente acondicionados nas caixas de colheita. Os frutos como limões devem ser colhidos secos, ou seja, sem gota de orvalho, chuva ou irrigação na sua superfície, para evitar manchas que deprecie sua qualidade.
Após a colheita os frutos devem ser colocados em locais sombreados, ventilados, limpos e forrados ate o seu transporte para o local de preparo.
Ao chegar ao local de preparo os frutos são limpos, selecionados, classificados, tratados e embalados. A limpeza dos frutos pode ser realizada por imersão ou pulverização de água, escovamento e ventilação.
Para frutos sensíveis, como figo, pêssego, acerola e uvaia, a limpeza não é recomendável, de moda a evitar danos. Nestes casos, os frutos são colhidos selecionados e, em seguida, acondicionados em embalagens apropriadas.
No processo de seleção, deve-se retirar os frutos mal formados, fora do padrão, queimados pelo sol e atacados por pragas e doenças.
A embalagem utilizada pode ser de diversos materiais (madeira, plástico, papelão e isopor), tipos e tamanhos, devendo ser escolhida de acordo com o fruto e a exigência do mercado a que se destina.
Para efetuar uma adequada comercialização, é necessário bom conhecimento do mercado do seu produto.
O produtor deve buscar informações sobre demanda, formas de comercialização, variações de preços ao longo do ano e possíveis compradores.
Os possíveis canais de comercialização para os produtos frutícolas são supermercados, sacolões, centrais de abastecimento, feiras livres e agroindústrias.
As associações de produtores e cooperativas facilitam a comercialização da produção, porque trabalham com maior volume de produtos e mantêm fornecimento constante aos clientes.
Uma alternativa para o aproveitamento do excesso de produção nos picos de safra e de frutos fora do padrão para comercialização ao natural é a transformação deles em sucos, doces, polpas, frutos desidratados, bebidas fermentadas, iogurtes e geléias.

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