POMAR DOMÉSTICO

 

 

SOUZA, O.P.

MELO, B.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SUMÁRIO

 

 

1 INTRODUÇÃO.. 1

2 PLANEJAMENTO DO POMAR DOMÉSTICO.. 2

2.1 Clima. 2

2.2 Solo. 2

2.3 Escolha do local 2

2.4 Espécies. 2

2.5 Experiência Local 3

2.6 Possibilidades de aproveitamento das sobras. 3

2.7 Sugestões para formação de um pomar 3

3 PREPARO DO TERRENO.. 5

3.1 Limpeza. 5

3.2 Retirada de amostra para análise. 5

3.3 Calagem.. 5

3.4 Aração e gradagem.. 5

4 AQUISIÇÃO DAS MUDAS. 6

5 TRANSPORTE DAS MUDAS. 6

6 ESPAÇAMENTO.. 6

7 LOCAÇÃO DO POMAR.. 7

8 ABERTURA DAS COVAS. 7

9 ADUBAÇÃO DE PLANTIO.. 8

10 PLANTIO DA MUDA.. 9

11 TRATOS CULTURAIS. 10

11.1 Cobertura Morta. 10

11.2 Capinas. 11

11.3 Irrigação. 11

11.4 Adubação de formação e frutificação. 11

11.5 Espaldeiramento. 13

11.6 Abertura de copa. 13

11.7 Quebra de dormência. 13

11.8 Indução à floração. 13

11.9 Raleio de Frutos. 13

11.10 Ensacamento dos frutos. 13

11.11 Polinização artificial das flores. 13

11.12 Escoramento de ramos e plantas. 13

11.13 Desfolha. 13

12 PODAS. 14

12.1 Poda de Formação. 14

12.2 Poda de Frutificação. 14

12.3 Poda de limpeza. 14

12.4 Encurtamento. 15

12.5 Instrumentos para poda. 15

13 CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS. 15

13.1 Principais Pragas. 16

14 FUNGICIDAS RECOMENDADOS PARA CONTROLE DE DOENÇAS. 18

14.1 Calda bordalesa 1%.. 18

14.2 Pasta bordalesa. 18

14.3 Calda viçosa. 18

15 INSETICIDAS RECOMENDADOS PARA CONTROLE DE PRAGAS. 20

15.1 Água de fumo. 20

15.2 Água de sabão. 20

15.3 Solução de querosene e sabão. 20

15.4 Pasta para pincelamento de tronco. 21

16 CONTROLE DE FORMIGAS. 21

16.1 Cone para proteção contra formigas. 21

16.2 Sacos plásticos com iscas para formiga. 21

17 CONTROLE DE MOSCAS-DAS-FRUTAS. 22

17. l Garrafa caça-mosca. 22

18 COLHEITA.. 22

19 COMERCIALIZAÇÃO.. 23

20 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS USADAS NO POMAR.. 23

21 BIBLIOGRAFIA.. 24

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

1 INTRODUÇÃO

O plantio de espécies frutíferas é uma boa opção de diversificação para as propriedades agrícolas, pois além de rentável, contribui para melhorar a qualidade de alimentação do agricultor e sua família, com utilização da fruta “in natura”e industrializada. 


Ao produzir seu próprio alimento, o homem deixa de adquiri-lo de outros e, com isso, diminui sua despesa. O que sobrar do consumo familiar pode ser vendido, tornando uma fonte de renda. A disponibilidade de frutas produzidas no próprio pomar motiva o hábito de consumi-las regulamente e em quantidade suficiente, resultando em suprimento de minerais e vitaminas que o corpo humano necessita e que é fornecido pelas frutas, conforme Quadro 1.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2 PLANEJAMENTO DO POMAR DOMÉSTICO

2.1 Clima        

O sucesso de um pomar doméstico ou comercial está diretamente ligado à escolha da variedade, qualidade da muda e aos cuidados no plantio.

Como as diversas espécies e variedades frutíferas têm diferentes exigências climáticas, é importante que o agricultor, antes de implantar o pomar, consulte um técnico da área, para adequar as espécies a serem plantadas ao clima da região.

O clima tem grande importância na fruticultura, pois determina as espécies frutíferas a serem plantadas. Algumas espécies necessitam de clima tropical (quente), outras de clima subtropical (meio quente) e existem aquelas que se adaptam melhor ao clima temperado (frio).

2.2 Solo

            De maneira geral, as características físicas (estrutura, profundidade, etc.) são consideradas mais importantes que as químicas, por serem de mais difícil modificação, pois são necessários vários anos para a formação de um solo. As condições químicas, pela aplicação de fertilizantes, são de correção mais fácil e barata.

            Para conhecer o solo, é fundamental que amostras dele retiradas sejam analisadas em laboratórios especializados.

2.3 Escolha do local

O local para plantio de um pomar doméstico deve preencher certos requisitos que permitam a obtenção de plantas produtivas, sadias e duradouras:

2.4 Espécies

            Escolher espécies e variedades de maior aceitação e de maior aproveitamento. As frutas mais recomendadas são aquelas preferidas pela família e que podem ser utilizadas, tanto para consumo ao natural, como na forma de geléias, compotas, sucos etc. Seguem algumas sugestões de espécies e variedades:

 

Outras espécies, nativas, subexploradas.

 

De acordo com as preferências, existe uma grande relação de frutíferas neste grupo, que poderão completar o pomar. Muitas são excelentes para a produção de sucos, sorvetes, geléias, doces, etc., como por exemplo: abieiro, acerola, araçazeiro, cabeludinha, cainiteiro, cajá-manga, caramboleira, gravioleira, grumixameira, jabuticabeira, jaqueira, kiwizeiro, lichieira, nogueira pecã, pinha, pitangueira, pitombeira, romãzeira, sapotizeiro, sirigueleira, tamarindeiro, uvaieira.

2.5 Experiência Local

            Considerar a experiência de fruticultores e vizinhos que já plantaram ou possuem pomares.

2.6 Possibilidades de aproveitamento das sobras

            Efetuar um levantamento regional das possibilidades de venda do excesso da produção, junto a vizinhos, mercearias, mercados e indústrias.

2.7 Sugestões para formação de um pomar

As sugestões a seguir podem ser utilizadas para a formação de um pomar doméstico em área de 5.000 m² (0,5 ha):

QUADRO 2: Sugestões para formação de um pomar

Espécie

Número de plantas

Área/planta m²

Área Total m²

Citros (Laranjeiras)

50

20

1.000

Citros (Tangerineiras)

20

20

400

Citros (Limoeiros)

10

20

200

Citros (Outras)

10

20

200

Abacateiros

4

80

320

Abacaxizeiros

100

 

---

Bananeiras

20

12

240

Caquizeiros

4

40

160

Figueiras

4

20

80

Fruta do Conde (Pinha)

2

80

160

Goiabeiras

6

20

120

Jabuticabeiras

2

80

160

Macieiras

4

40

160

Mamoeiros

20

 

---

Mangueiras

4

80

320

Maracujazeiros

10

12

120

Marmeleiros

2

20

40

Nespereira (Ameixa Amarela)

2

40

80

Pessegueiros

5

20

100

Pereiras

4

20

80

Videiras

20

12

240

Outras (porte médio)

4

40

160

Outras (porte alto)

2

80

160

Perdas em estradas e carreadores, 10%.

 

 

500

 

Observações:

 

Bananeira: 4 m entre ruas e 3 m entre covas

Maracujazeiro: 3 m entre ruas e 4 m entre plantas

Abacaxizeiros: entre as outras espécies de frutíferas, dentro da rua de plantio a 30-40 cm uma muda da outra.

3 PREPARO DO TERRENO

As operações de preparo do terreno são as seguintes:

3.1 Limpeza

Limpar o terreno para facilitar as operações de calagem, aração e gradagem; Em terrenos anteriormente cultivados, retire a vegetação nativa ou restos de culturas que não possam ser incorporados ao solo.

3.2 Retirada de amostra para análise

A retirada de amostra para analise, deve ser feita conforme os seguintes passos:

 

1- A coleta do solo deve ser feita em vários pontos da área, caminhando-se em ziguezague, utilizando enxadão, cavadeira de boca de lobo ou trado.

2- A profundidade deve ser de: 0 a 20cm e 20 a 40cm.

3 - Devem ser retiradas 10 amostras simples de cada área, sendo colocadas em um balde e misturadas para que forme uma amostra composta, representativa da área.

4- Deste balde retira-se 500 gramas da mistura e coloque em um saco plástico limpo.

5- Identifique as amostras com uma  etiqueta com os seguintes dados:

- Nome do Proprietário e Propriedade;

- Profundidade de coleta;

- Localização;

- Culturas a serem implantadas.

6- Envie as amostras ao laboratório.

3.3 Calagem

            A calagem é a aplicação do calcário ao solo. Ela corrige a acidez, permitindo que as plantas aproveitem melhor os nutrientes nele existentes e os adicionados por meio das adubações, segundo as seguintes orientações:

3.4 Aração e gradagem

 

4 AQUISIÇÃO DAS MUDAS

Uma vez selecionadas as espécies e variedades a serem plantadas, o agricultor deve procurar viveiristas credenciados, e comprar mudas fiscalizadas. Estas mudas devem conter uma identificação que apresente o nome, endereço e número de registro do viveirista e nome da espécie e variedade de copa e porta-enxerto, quando for o caso.

As mudas de frutíferas devem apresentar um padrão, dado pela altura, diâmetro do caule, número de ramos, tipo de enxertia, tipo de embalagem, estado vegetativo.

Estes padrões são definidos por legislação própria, regulamentada para cada espécie, pelas comissões estaduais de sementes e mudas. É importante que o agricultor ou o responsável técnico pelo pomar, conheçam estes padrões, o que permitirá selecionar mudas padronizadas e de boa qualidade.

Ao adquirir as mudas, escolher aquelas que apresentam as seguintes características:

5 TRANSPORTE DAS MUDAS

            As mudas devem ser transportadas do viveiro para a propriedade rural de maneira adequada, para assim evitar ferimentos e protegê-las contra o vento. 

6 ESPAÇAMENTO

A determinação da distância adequada entre as plantas é de fundamental importância para se aproveitar ao máximo a área e explorar a planta pelo maior tempo possível. O espaçamento varia de acordo com espécie, variedade, clima, tipo de solo, emprego de mecanização, tamanho da área, finalidade do pomar, bem como com o sistema de condução adotado.

No quadro abaixo, sugere-se o menor e o maior espaçamento, entre plantas e entre linhas de plantio, bem como a variação da área necessária para cada planta. Recomenda-se que o espaçamento entre plantas seja menor do que o espaçamento entre as linhas.

 

 

  QUADRO 3: Sugestão de espaçamento para diversas espécies frutíferas.

 

 

Espécie

Espaçamento (metros)

Área necessária por planta (m2)

Entre plantas

Entre linhas

Abacate

8,0 a 10,0

8,0 a 10,0

64 a 100

Abacaxi

0,3 a 0,5

0,80 a 1,20

0,24 a 0,6

Banana

1,5 a 2

3 a 4

4,5 a 8

Carambola

3,0 a 5,0

4,0 a 5,0

12 a 20

Citros

4,0 a 7,0

7,0 a 10,0

28 a 70

Coco

8,0 a 10,0

6,0 a 10,0

48 a 100

Figo

2,5 a 4,0

3,0 a 4,0

7,5 a 16,0

Fruta do Conde

4,0 a 5,0

4,0 a 6,0

16 a 30

Goiaba

5,0 a 6,0

5,0 a 6,0

25 a 36

Graviola

4,0 a 6,0

5,0 a 8,0

20 a 48

Jabuticaba

7 a 10

7,0 a 10,0

49 a 100

Jaca

8,0 a 10,0

10,0

80 a 100

Lichia

7,0 a 8,0

8,0 a 10

50 a 100

 

Espécie

Espaçamento (metros)

Área necessária por planta (m2)

Entre plantas

Entre linhas

Maça

4,0 a 6,0

5,0 a 6,0

20 a 36

Macadâmia

6,0 a 8,0

7,0 a 8,0

42 a 64

Mamão

2,0 a 4,0

3,0 a 5,0

6 a 20

Manga

8,0 a 10,0

8,0 a 10,0

64 a 100

Maracujá

2,0 a 3,0

4,0 a 5,0

8 a 15

Marmelo

4,0 a 6,0

5,0 a 7,0

20 a 42

Nectarina

5,0 a 6,0

6,0 a 8,0

30 a 48

Noz pecã

8,0 a 10,0

8,0 a 10,0

64 a 100

Pêra

5,0 a 6,0

5,0 a 7,0

25 a 42

Pêssego

5,0 a 6,0

6,0 a 8,0

30 a 48

Pitanga

4,0 a 5,0

4,0 a 5,0

20 a 25

Romã

4,0 a 5,0

5,0 a 6,0

20 a 30

Tamarindo

8,0 a 10,0

8,0 a 10,0

64 a 100

Uva

2,0 a 3,0

3,0 a 4,0

6 a 12

 

7 LOCAÇÃO DO POMAR

            Em terrenos inclinados, recomenda-se sempre o plantio em curvas de nível. O plantio em curvas de nível é indispensável para prevenir a erosão do solo. As curvas de níveis são demarcadas com aparelhos como: nível de mangueira, trapézio de cavalete, nível de precisão. 

             Em solos com declividade acentuada, recomenda-se a construção de terraços, com a finalidade de impedir a descida da enxurrada, permitindo, assim, a entrada da água no solo ou a sua drenagem para fora do terreno.

            O plantio das mudas no campo deve ser feito em covas ou em sucos, sendo o plantio em covas indicado para terrenos mais acidentados e, fruteiras, que necessitam de maiores espaçamentos como as mangueiras, laranjeiras, coqueiros etc.

8 ABERTURA DAS COVAS

As covas podem ser abertas mecanicamente ou manualmente. As dimensões das covas dependem da espécie frutífera e do tipo de solo, podendo variar de 40 x 40 x 40 cm a 60 X 60 X 60 cm.

 

 

 

 

 

 

 

 

Na abertura da cova, deve-se proceder à retirada da camada de solo da superfície até 20 a 30 cm de profundidade, colocando-se em um lado da cova e a camada mais profunda (subsolo) de outro lado (foto abaixo).

 

As covas devem ser preparadas com antecedência de 30 a 90 dias do plantio.

             

 

 

 

 

 

9 ADUBAÇÃO DE PLANTIO


            A adubação de plantio deve ser feita de acordo com os resultados da análise de solo e da recomendação para cada espécie frutífera. Em cada cova, colocam-se 20 litros de esterco curtido. Essa quantidade dependerá do tipo de esterco utilizado (de granja, de curral ou composto orgânico). Preparar as covas para plantio efetuando a mistura da terra de cima com os adubos, enchendo a cova.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na falta da análise de solo, seguem abaixo algumas sugestões de adubação apresentadas no Quadro 4.

 

QUADRO 4: Sugestões de Adubação de plantio (na cova) para algumas árvores frutíferas

 

 

 

FRUTEIRAS

ADUBOS (g/cova)

 

Superfosfato simples

 

Fosfato de Araxá

 

Cloreto de Potássio

Após pegamento

Sulfato de Amônio

Abacateiro

500

2.000

50

50

Acerola

300

1.000

100

50

Ameixeiras e Pessegueiros

400

2.000

200

50

Bananeira

600

2.000

200

100

Caquizeiro

500

1.000

300

100

Caramboleira

300

500

100

50

Figueira

400

1.500

100

50

Goiabeira

400

1.500

50

100

Gravioleira

300

500

100

50

Jabuticabeira

400

1.000

200

50

Jambeiro

200

1.000

100

50

Laranjeira, Limoeiro e Tangerina

400

2.000

50

50

Macieira

400

2.000

150

50

Mamoeiro

200

800

50

100

Mangueira

100

800

50

50

Maracujazeiro

250

1.300

-

150

Marmeleiro

600

2.000

100

50

Nectarineira

400

2.000

200

50

Nespereira

300

1.500

100

50

Nogueira Pecã

150

700

50

50

Pereira

300

1.500

50

50

Pinha

100

500

150

50

Pitangueira

300

1.000

100

50

Videira

150

700

200

50

10 PLANTIO DA MUDA

As mudas devem ser distribuídas junto às covas ou aos sulcos, de acordo com a capacidade diária de plantio. A retirada no ato do plantio deve ser feita com cuidado, para evitar o destorroamento do torrão. Havendo enrolamento do sistema radicular, deve-se cortar por volta de 1 a 2 cm do fundo do recipiente, para eliminar possíveis raízes defeituosas, além de se fazer um corte longitudinal em toda extensão da embalagem.

Com o auxílio de um enxadão ou uma cavadeira, abri-se uma coveta no centro da cova com dimensões suficientes para colocar a muda. A muda deve ser colocada na coveta com cuidado, para que o torrão não desfaça. Coloque terra ao redor do torrão (foto 1) e comprima o solo para evitar formação de bolsas de ar. (foto 2)

 

 

                               

  Foto 1       Fonte : Senar                                                                            Foto 2       Fonte : Senar

 

           

 A muda deve ser plantada de tal forma que o colo da planta permaneça ao nível do solo (Foto 3). Para plantio realizado em covas ou em sucos recentemente preparados, o colo da muda deve ficar cerca de 5 cm acima do nível do solo , já que haverá acomodação natural do mesmo.

 

    No plantio de muda de raiz nua (sem torrão), deve-se evitar o dobramento das raízes, adotando-se, também, os cuidados recomendados para enchimento da cova ou suco, com antecedência de 60 dias. (Foto 5)

Para plantio de estacas diretamente na cova (ex: figueira), recomenda-se que 2/3 da estaca fiquem enterrados mantendo-se, pelo menos, 2 gemas acima do nível do solo. Deve-se fazer boa compactação do solo ao redor da estaca. (Foto 6 e 7)

    

                                                                                         

 

 

 

 

 

Caixa de texto: Foto 5  Fonte: Senar
Caixa de texto: Foto 7 Fonte: Senar
Caixa de texto: Foto 6  Fonte: Senar

 

 

 

 

A operação de plantio se completa com o estaqueamento e tutoramento (foto 8) da muda bem como com o preparo de uma espécie de “bacia” ao redor desta (foto 9 e 10), utilizando-se terra raspada da superfície. O preparo da bacia é importante para conter a água de irrigação junto a muda. A irrigação deve ser feita com mangueira ou regador sem crivo, colocando-se entre 20 e 30 litros de água por cova de forma a se eliminar todos os espaços vazios, fazendo com que haja um perfeito contato do solo com as raízes. Esta irrigação inicial deve ser feita estando chovendo ou não.    

Caixa de texto: Foto 9 Fonte: Senar
Caixa de texto: Foto 8 Fonte: Senar

 

 


Caixa de texto: Fotos-8-9 10 Fonte: Senar

 

 

 

 


 

         

 

11 TRATOS CULTURAIS

11.1 Cobertura Morta

Procede-se a cobertura da cova com capim seco sem semente ou material similar, com objetivo de manter umidade no solo e diminuir a necessidade de irrigação.

 

 

 

11.2 Capinas

Deve-se manter o pomar limpo, sem ervas daninhas, principalmente no período seco. Pode-se fazer o coroamento, próximo à planta, e roçar o mato entre as linhas.

            A capina deve ser feita bem superficialmente para evitar danos às raízes da planta, e o mato próximo às plantas deve ser retirado com as mãos para evitar ferimentos à planta ou, até mesmo, eliminação da sua parte aérea.

            A capina mecânica é recomendada no controle das plantas daninhas, somente nas entrelinhas de plantio, em áreas mecanizáveis.

            O controle químico é feito por meio de herbicidas. Há vários tipos de herbicidas, cuja utilização depende do tipo de mato mais comum na área. Existem herbicidas específicos para as plantas de folhas estreitas e largas, e outros que controlam estes dois tipos de plantas.

11.3 Irrigação

Em período de estiagem prolongada (seca), as plantas devem ser irrigadas, e a quantidade de água vai depender do tipo de fruteira, bem como da intensidade da seca. Irrigar preferencialmente no período da tarde ou à noite.

Na fruticultura, os sistemas de irrigação mais utilizados são: aspersão convencional, microaspersão e gotejamento.

Os sistemas de irrigação por microaspersão sob copa e gotejamento são bastante utilizados por proporcionarem maior economia de água e por não molharem a parte aérea (copa) das plantas, o que reduz o ataque de doenças.

11.4 Adubação de formação e frutificação


            As plantas de pomar devem receber adubação anual, conforme a recomendação da análise do solo. Algumas sugestões são apresentadas no quadro 5.

 

 

 

 

Caixa de texto: Adubação de cobertura

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

QUADRO 5: Sugestões de Adubação

 

 

 

Fruteiras

 

 

Adubos

Quantidade (gramas/planta) e época

Plantas em formação

Plantas em Produção

Período das chuvas

Período das chuvas

Início

Meio

Final

Início

Meio

Final

Abacateiro

Sulfato de Amônio

200

 

 

200

 

 

Fórmula: 10-10-10

300

250

300

700

700

700

Aceloreira

Sulfato de Amônio

100

 

 

100

 

 

Fórmula: 10-10-10

200

200

200

200

250

300

Amexeira e Pessegueiro

Sulfato de Amônio

100

 

 

200

 

 

Fórmula: 10-10-10

200

300

600

400

500

1.000

Bananeira

Sulfato de Amônio

300

 

 

 

 

 

Fórmula: 12-16-12

1.000

1.000

1.000

 

 

 

Caquizeiro

Sulfato de Amônio

     100

 

 

200

 

 

Fórmula: 12-16-12

300

300

300

500

500

500

Caramboleira

Sulfato de Amônio

100

 

 

200

 

 

Fórmula: 10-10-10

200

200

200

300

300

400

Figueira

Sulfato de Amônio

200

100

-

100

 

 

Fórmula: 4-14-8

300

300

300

300

400

500

 

Goiabeira

Sulfato de Amônio

300

 

 

 

 

 

Fórmula: 4-14-8

500

400

400

 

 

 

Fórmula 10 -10-10

 

 

 

700

700

300

Gravioleira

Sulfato de Amônio

100

 

 

150

 

 

Fórmula: 10-10-10

100

100

200

200

200

300

Jabuticabeira

Sulfato de Amônio

100

 

 

200

 

 

Fórmula: 10-10-10

200

200

200

500

500

500

Jambeiro

Sulfato de Amônio

100

 

 

200

 

 

Fórmula: 10-10-10

100

200

200

300

300

400

Laranjeira

Limoeiro

Tangerineira

Sulfato de Amônio

200

 

 

300

 

 

Fórmula: 4-14-8

1000

500

700

 

 

 

Fórmula: 10-10-10

 

 

 

1.000

1.500

1.000

Macieira

Sulfato de Amônio

250

 

 

300

 

 

Fórmula: 12-6-12

300

300

250

400

400

1.100

Mamoeiro

Sulfato de Amônio

100

 

 

 

 

 

Fórmula: 10-6-10

200

300

200

 

 

 

Mangueira

Sulfato de Amônio

350

 

 

250

 

 

Fórmula: 10-6-10

1.000

700

800

500

1.500

1.000

Maracujazeiro

Sulfato de Amônio

150

 

 

100

 

 

Fórmula: 10-10-10

400

400

500

500

800

1.000

Marmeleiro

Sulfato de Amônio

100

 

 

100

 

 

Fórmula: 10-10-10

250

250

300

500

500

1.000

Nectarineira

Sulfato de Amônio

100

 

 

200

 

 

Fórmula: 10-10-10

300

300

600

400

500

1.000

Nespereira

Sulfato de Amônio

100

 

 

300

 

 

Fórmula: 10-10-10

350

150

250

500

500

1.000

Nogueira Pecã

Sulfato de Amônio

100

 

 

200

 

 

Fórmula: 10-10-10

300

300

500

300

400

800

Pereira

Sulfato de Amônio

150

 

 

400

 

 

Fórmula: 10-10-10

200

200

300

500

700

1.000

Pinha

Sulfato de Amônio

100

 

 

200

 

 

Fórmula: 10-10-10

100

200

200

200

200

200

Pitangueira

Sulfato de Amônio

100

 

 

 

 

 

Fórmula: 10-10-10

100

150

150

200

200

300

Videira

Sulfato de Amônio

100

150

150

200

200

300

Fórmula: 4-14-8

300

400

600

 

 

 

Fórmula: 4-6-25

 

 

 

200

200

500

 

11.5 Espaldeiramento

            O espaldeiramento é necessário para a sustentação da planta e a distribuição de ramos. Ex: maracujazeiro e videira.

11.6 Abertura de copa

            A abertura de copa visa a dar melhor conformação e arquitetura à planta, permitindo maior arejamento e melhor iluminação da copa, além de facilitar os tratos culturais e a colheita. Ex: goiabeira e pessegueiro.

11.7 Quebra de dormência

            A quebra de dormência antecipa e uniformiza a brotação e floração. Ex: Videira, pessegueiro e caquizeiro.

11.8 Indução à floração

            A indução à floração antecipa, uniformiza e permite o escalonamento da produção. Ex: abacaxizeiro e mangueira.

11.9 Raleio de Frutos

            O raleio visa eliminar o excesso de frutos, objetivando melhorar a qualidade dos frutos remanescentes. Ex: tangerineira, pessegueiro e goiabeira.

11.10 Ensacamento dos frutos

            O ensacamento de frutos auxilia no controle de pragas e doenças e os protege contra queimadura de sol. Ex: goiabeira e pessegueiro.

11.11 Polinização artificial das flores

            A polinização artificial garante a fecundação e fertilização das flores, possibilitando o maior vingamento de frutos. Ex: maracujazeiro e gravioleira.

11.12 Escoramento de ramos e plantas

            O escoramento tem a finalidade de evitar a quebra de ramos com excesso de produção bem como o tombamento de plantas.

11.13 Desfolha

            A desfolha é uma técnica utilizada para limpeza da planta, com objetivo de melhorar a aeração, a iluminação e, conseqüentemente, a sanidade do pomar. Ex: bananeira.

           

 

 

 

12 PODAS

A poda tem como finalidade dar formato à planta e estimular a produção. Para realizar a poda, o fruticultor deve conhecer o hábito de frutificação de cada fruteira, bem como os tipos de podas existentes. Assim, serão tecidos comentários sobre as podas de formação, frutificação e limpeza.

Basicamente, a poda, pode ser executada em duas épocas. No inverno, é chamada de poda em seco e recomendada para frutíferas que perdem as folhas (caducifólias), como pessegueiro, macieira, ameixeira, figueira. Mas o inverno é uma referência muito teórica e pode induzir alguns erros. Existe um momento ótimo para iniciá-la. É quando os primeiros botões florais surgirem nas pontas dos ramos, indicando que a seiva começou a circular de novo pela planta. Se a poda for feita antes, estimulará a brotação na hora errada. Se efetuada depois, forçará as brotações vegetativas, exigindo mais tarde uma nova poda.

A poda verde ou de verão, por outro lado, é realizada quando a planta está vegetando e destina-se a arejar a copa, melhorar a insolação e a coloração dos frutos e diminuir a intensidade de cortes na poda de inverno. É também executada em plantas perenifólias (com folhas permanentes) como as cítricas, abacateiro, mangueira.

Por ocasião da poda seca ou de inverno, deve-se considerar a localização do pomar, as condições climáticas e o perigo de geadas tardias antes da operação. A poda deve ser iniciada pelas cultivares precoces, passando as de brotação normal e finalizando pelas tardias. Em regiões sujeitas a geadas tardias, deve-se atrasar o início da poda o máximo possível, até mesmo quando as plantas já apresentaram uma considerável brotação, normalmente as de ponteiros.

12.1 Poda de Formação

            É a poda que consiste em dar à planta a sua estrutura inicial, sendo realizada normalmente até o terceiro ano pós-plantio. Praticamente, todas as plantas frutíferas necessitam deste tipo de poda.

12.2 Poda de Frutificação

            É a poda que tem como finalidade manter o equilíbrio da produção, através de desponte ou desbaste de ramos, bem como a eliminação de ramos “ladrões”, que são galhos que sobem verticalmente de tamanho indefinido e não-produtivos.

            A intensidade dessa poda depende da espécie, da idade, do vigor, do número de pernadas/ ramificações existentes e do sistema de condução da planta. Não são todas as fruteiras que necessitam deste tipo de poda.

            Geralmente as plantas de clima temperado necessitam desse tipo de poda, dentre elas destacamos: figueira, macieira, marmeleiro, pessegueiro e videira.

12.3 Poda de limpeza

            É a poda que se realiza logo depois da colheita, tendo por finalidade retirar da planta os galhos secos, quebrados ou mal colocados. Após essa poda, geralmente se faz um tratamento químico das partes cortadas, para evitar o aparecimento de doenças.

            Geralmente todas as fruteiras necessitam desse tipo de poda.

            Lembre-se de que uma poda mal feita prejudica a planta com sérias conseqüências para a formação da produção. É preferível não fazê-la a fazê-la erradamente.

 

12.4 Encurtamento

Consiste em diminuir o tamanho dos ramos mais promissores, de modo reduza assim a quantidade de frutos a serem produzidos. Ou no caso do pessegueiro, forçar a brotação de gemas que irão produzir os ramos de substituição dos que estão no ano produzindo, preparando assim a planta para a próxima safra. Esse encurtamento reduz de 1/3 a 2/3 o tamanho normal do ramo.

12.5 Instrumentos para poda

Inúmeros são os instrumentos e ferramentas utilizadas na execução das diferentes modalidades de poda. Até mesmo o machado, a foice e a serra grande ou trançadeira podem, algumas vezes, entrar na relação das ferramentas do podador.

Não existe bom podador sem boa ferramenta, isto é apropriada, limpa, afiada e lubrificada. Não considerando os casos especiais e raros, três ferramentas são indispensáveis ao podador: tesoura de poda, serrote de podar (reto e curvo) e a decotadeira. Existem também instrumentos especializados como tesouras para desbaste de cachos de uva, alicate para incisão anelar, entre outros mais.

Um corte ideal e preciso, realizado de uma só vez, deve observar uma inclinação de 45 graus aproximadamente, no sentido oposto ao da gema mais próxima, o que evita o acúmulo de água, onde pode causar o apodrecimento do ramo e aparecimento de fungos. Cortes de espessura maior que 3,0 cm devem ser protegidos com pastas cicatrizantes à base de cobre.

Na supressão de galhos grossos, feita naturalmente com o serrote,
o corte deve ser bem rente à base do galho e bem inclinado.

            "Ainda que executada pelo mais genial podador, a pode não socorre às deficiências alimentares do solo, não contrabalanceia a influência da umidade e de outras condições adversas do meio, não dispensa o controle fitossanitário dos pomares, não elimina problemas de polinização, mas ajuda o fruticultor a resolver certas questões, proporcionando à planta porte, disposição dos ramos e equilíbrio vegetativo adequados a uma vida vegetal mais fecunda”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13  CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS

            O controle de pragas e doenças deve ser realizado com o uso de mudas sadias, variedades resistentes, tratos culturais adequados, controle biológico, controle químico e utilização conjunta dessas técnicas (manejo integrado).

            As espécies frutíferas são atacadas por diversas pragas e doenças, sendo algumas de maior importância e outras de importância secundária.

 

 

 

 

13.1 Principais Pragas

            Entre as pragas mais comuns estão: Moscas-das-frutas, Pulgões, Cochonilhas, Brocas do Caule, Ácaros e Lagartas. Vejamos no quadro abaixo as principais pragas, seu reconhecimento e controle:

 

QUADRO 6: Principais pragas, seu reconhecimento e controle:

 

Pragas

Reconhecimento

Controle

 

 

 

Pulgões

Pequenos insetos sugadores de coloração preta ou verde-escura brilhante vivem em colônias, atacando as folhas, hastes, flores e principalmente os brotos, causando o enrolamento das folhas.

 

Pulverização com inseticidas caseiros e/ ou inseticidas fosforados sistêmicos.

 

 

 

Cochonilhas

Pequenos insetos recobertos por escamas ou carapaças com aspecto de vírgulas, cabeça de prego, farinha, etc. e de coloração pardacenta ou branca, que sugam a seiva enfraquecendo a planta.

Eliminação das partes afetadas. Pulverizações com inseticidas fosforados sistêmicos e óleo mineral. Tratamento de inverno.

 

 

 

Moscas-das-frutas

Perfuram os frutos desde o início da maturação até a colheita. Nos frutos verdes causam a mancha-parda e nos maduros, as podridões. Provocam queda acentuada de frutos.

 

Uso de frascos caça-moscas. Eliminar frutos atacados. Uso de iscas atrativas envenenadas.

 

 

 

Brocas-do-tronco e ramos

Atacam os ramos e troncos, perfurando-os. O lenho é o alimento da larva, e as serragens, oriundas do processo de mastigação são expelidas por buracos ou “janelas” construídas ao longo do tronco.

Logo que começa a surgir a serragem sobre o solo, injetar no orifício de entrada da larva uma solução inseticida, querosene ou gasolina, fechando logo em seguida com barro ou cera.

 

Ácaros

Pontuações, bronzeamento, engruvinhamento e queda das folhas. Atraso no crescimento.

Pulverizações com acaricidas específicos, visando à página inferior da folha. Deve-se molhar bem as folhas.

 

Formigas

Cortam as folhas paralisando o crescimento das plantas.

Pulverização com acaricidas específicos visando à página inferior da folha. Deve-se molhar bem as folhas.

 

Vaquinhas

Folhas perfuradas e, quando novas podem ser totalmente destruídas.

 

Aplicar inseticidas

 

 

Gorgulho

O local da postura não acompanha o desenvolvimento do restante do fruto, ficando enegrecido. A larva penetra no fruto e se alimenta da semente, ficando parte das sementes e polpa destruídas e enegrecidas.

 

Inicia-se com frutos ainda verdes do tamanho de uma azeitona. Pulverizar com inseticidas organofosforados. Ensacar os frutos ainda verdes.

 

Lagartas

Causam danos em ramos, brotos, folhas e troncos, perfurando, roendo ou mastigando.

 

Inseticidas específicos

 

 

Moleque ou Broca-da-bananeira

As larvas penetram e destroem internamente o tecido da planta, prejudicando seu desenvolvimento. Fazem galerias no rizoma. As folhas amarelecem, os cachos ficam pequenos, e as plantas ficam sujeitas ao tombamento.

 

Seleção e tratamento das mudas. Uso de iscas envenenadas (pedaços de pseudocaule).

 

 

13.2 Principais Doenças

 

            Entre as doenças mais freqüentes nas frutíferas estão: Varíola, Ferrugem, Fumagina, Gomose, Mal de Sigatoka, Antracnose e Virose.

As plantas frutíferas podem ser atacadas por diversas doenças e as mais comuns estão relacionadas no quadro abaixo:

 

QUADRO 7: Doenças mais comuns em plantas frutíferas

Doença

Reconhecimento

Controle

Plantas Atacadas

 

 

 

 

 

Antracnose

Ataca ramos, folhas, flores e frutos. As folhas apresentam manchas escuras de tamanho e contornos irregulares, formando áreas necrosadas. As inflorescências apresentam flores enegrecidas e caem. Nos frutos, surgem lesões irregulares envolvendo a casca com manchas pardas deprimidas que atingem a polpa. Surge principalmente no período chuvoso.

O controle é preventivo com pulverizações iniciadas antes do florescimento e prosseguindo até alguns dias antes da colheita.

 

Abacate

Mamão

Manga

Maracujá

 

 

Ferrugem

Aparecem pústulas arredondadas, recobertas de massa pulverulenta amarela ou parda na página inferior das folhas e nos frutos.

Rotação de culturas. Fiscalização na lavoura. Erradicar e destruir as plantas atacadas.

Ameixa

Figo

Goiaba

Jabuticaba

 

 

 

 

Fusariose

Doença de natureza vascular. Inicialmente apresenta murcha das folhas nas extremidades dos ramos, que posteriormente se generaliza por toda a planta vindo em conseqüência um amarelecimento e posterior secamento de toda a parte aérea produzindo um aborto de flores e não vingamento de frutos.

 

 

Rotação de culturas. Fiscalização na lavoura. Erradicar e destruir as plantas atacadas.

 

 

 

 

Maracujá

 

 

 

 

Gomose

 

 

O fungo ataca os troncos, raízes e ramos das árvores. Na região afetada, a casca se rompe e deixa escorrer um líquido de coloração parda. Formação de goma no fendilhamento da casca. Quando há um ataque em toda a periferia do tronco,  a planta morre por estrangulamento.

Plantio alto, capinas cuidadosas, evitando ferir o tronco e raízes. Promover maior arejamento do tronco ao nível do solo. Em árvores afetadas, raspar a parte doente e pincelar a ferida com pasta bordalesa. Evitar excesso de umidade, adubo orgânico e nitrogenado.

 

 

 

 

Abacate

Citrus

Mamão

 

 

 

Mal-do-panamá

Amarelecimento progressivo, indo das folhas mais velhas para as mais novas. Posteriormente, essas murcham, secam e quebram-se junto ao pseudocaule, dando aspecto de guarda-chuva fechado. Em bananeiras atacadas, cortes mostram pontuações de coloração pardo-avermelhadas no início, tornando-se enegrecidas em estágios mais avançados.

Fazer plantios em solos não infectados. Utilizar mudas sadias de touceiras que não tenham apresentado a doença. Controle sistemático da broca da bananeira. Inspeções periódicas no bananal para detectar possíveis focos da doença. Eliminar as plantas atacadas. Usar variedades resistentes. Desinfecção de equipamentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Banana

 

Oídio

Apresenta-se sob a forma de um pó branco-acizentado, que se deposita nas superfícies dos órgãos atacados, causando a queda das folhas, flores e frutos.

 

 

Pulverizações com produtos a base de enxofre

  Abacate

Maçã

Mamão

Manga

 

Verrugose

Doença fúngica que ataca os frutos no início do desenvolvimento, apresentando lesões corticosas irregulares e salientes, de coloração amarela e marrom clara.

 

 

Pulverizações com fungicidas.

Abacate

Laranja

Manga

 

14 FUNGICIDAS RECOMENDADOS PARA CONTROLE DE DOENÇAS

14.1 Calda bordalesa 1%

Para se preparar a calda, utilizar:

 

Modo de Preparar: Para se ter uma calda bordalesa a 1%, usam-se as quantidades indicadas acima. O sulfado de cobre, bem triturado, é colocado dentro de um saco de pano ralo, amarrado em uma vara atravessada sobre uma tinta de madeira, contendo 50 litros d’água, de modo a apenas mergulhar na água. Dentro de aproximadamente uma hora, o sulfato de cobre está dissolvido.

Em outra tina, com capacidade superior a 50 litros, põe-se a cal virgem, que é apagada aos poucos, em pequenas quantidades, até formar uma pasta consistente. Em seguida, junta-se água até completar 50 litros.

Em um terceiro recipiente de 100 litros, juntam-se as duas soluções simultaneamente, sempre em pequena quantidade, agitando-se a mistura, enquanto vai sendo preparada.

A calda bordalesa deve ficar neutra. Para verificar, mergulhar na solução, durante meio minuto, uma lâmina de canivete bem limpa e, ao retirá-la da solução, observar se houve formação de ferrugem sobre a lâmina, o que indica acidez. Se isso acontecer, juntar mais um pouco da solução de água e cal, até que não mais se processe a reação.

Para pulverização, a calda deve ser passada através de uma peneira ou filtro, para evitar impurezas e entupimento de bicos. A aplicação da calda deve ser feita no mesmo dia de seu preparo.

Para o preparo e aplicação da calda bordalesa, não pode ser usado vasilhame de ferro.

14.2 Pasta bordalesa

Para se preparar à pasta, utilizar:

 

Modo de preparar: Utilizar o mesmo processo da preparação da calda bordalesa, tomando-se o cuidado de observar as quantidades dos ingredientes. A aplicação é feita, utilizando-se de broxas.

14.3 Calda viçosa

É uma alternativa para o controle de doenças de plantas. Age também como adubo foliar e tem como base a calda bordalesa enriquecida com sais minerais, destacando-se o cobre, zinco, magnésio, boro e nitrogênio.

A composição básica para a preparação de 10 litros de calda viçosa é:

 

A cal é a mesma que se utiliza para pintura de paredes, desde que seja nova. Os sais minerais não podem estar úmidos.

A preparação deve ser seguida dos seguintes cuidados:

 

1. Colocar metade da água num recipiente e nele preparar a água de cal.

2. Colocar a outra metade em outro recipiente e dissolver os sais minerais.

3. No terceiro recipiente, colocar o volume de água de cal já preparada, correspondente à 4-metade do volume desejado da calda.

4. Lançar aos poucos sobre a água a solução de sais, sob constante agitação. A calda assim preparada fica com pH entre 7,5 e 8,5 (usar papel indicador de pH), apresentando uma coloração azul característica. Usar recipientes de plástico, amianto, madeira ou alvenaria que não são atacados por sais.

Preparar a quantidade que vai ser utilizada no mesmo dia. Não guardar sobras.

 

 

 

 

 

Esquema de preparo da calda Viçosa

 

 

 A calda viçosa é indicada para controle de: figo, uva, laranja , pêra , maçã, banana, maracujá e goiaba.

Para cultura da banana, devem-se acrescentar 30 gramas de cloreto de potássio para cada 10 litros de calda.

A calda não tem ação curativa, por isso deve ser aplicada preventivamente.

 

 

15 INSETICIDAS RECOMENDADOS PARA CONTROLE DE PRAGAS

15.1 Água de fumo

 Utilizada no controle de pulgões, cochonilhas, lagartas c pulgões.

 

Para se preparar a solução, utilizar:

 

Modo de preparar: picar o fumo e deixar de molho dentro de l litro d'água, por um dia. Para ser usada, a calda deve ser coada em pano fino: na pulverização, empregar l litro dessa calda para 10 litros de água. Para aumentar a aderência, acrescentar 50 g de sabão comum aos 10 litros de calda diluída. Esta calda fermenta rapidamente e, portanto, deve ser usada logo após estar preparada.

15.2 Água de sabão

Utilizada no controle de pulgões, lagartas, cochonilhas e piolhos.

 

Para preparar a solução, utilizar:

 

Modo de preparar: misturar em 5 litros d'água quente as 50 gramas de sabão raspado e agitar bem até dissolver o sabão. Deixar esfriar e pulverizar sobre as plantas.

15.3 Solução de querosene e sabão

Utilizada no controle da cochonilha farinhenta.

 

Para preparar a solução, utilizar:

 

Modo de preparar: colocar em uma vasilha a água e o sabão cortado em fatias. Levar ao fogo c deixar ferver, mexendo sempre. Retirar a solução, afastando-a do fogo, e acrescentar o querosene, batendo até virar uma pasta.

Essa solução deverá ser usada no máximo até 2 dias após o preparo. Para pulverização, diluir l litro da solução inseticida em 9 litros de água.

 

Material utilizado: câmara-de-ar velha, plástico de saco de adubo, papelão parafinado ou qualquer outro material similar.

 

Como fazer:

 

15.4 Pasta para pincelamento de tronco

Utilizada para prevenção de ataque de brocas e cochonilhas. É usada no tratamento de inverno (período frio c seco do ano), pincelando o tronco e base dos ramos principais.

 

Para preparar a pasta, utilizar:


16 CONTROLE DE FORMIGAS

16.1 Cone para proteção contra formigas

                                                        Cone para controle de formiga

 

 

 

 

 

 

 

16.2 Sacos plásticos com iscas para formiga

Material:

 

 

Modo de usar:

 

 

Vantagens: l) Pode ser usado no período chuvoso, sem risco de prejuízo (perda do produto) causado pela umidade. 2) Elimina a possibilidade de intoxicação de empregados.

17 CONTROLE DE MOSCAS-DAS-FRUTAS

17. l Garrafa caça-mosca

Usada para controlar moscas-das-frutas. Consiste na utilização de garrafas de plástico, que são cortadas na sua parte mediana.

São feitas diversas "janelas" com 2 cm no sentido horizontal e 5 cm na vertical. A isca envenenada é colocada na garrafa, através das janelas. Para preparar a isca envenenada, usar uma colherinha (café) dos produtos Malatol ou Dipterex e duas colheres de sopa de açúcar e água suficiente para formar uma pasta.


A garrafa, fechada na parte superior para evitar a entrada de água da chuva, é pendurada na planta, na proporção de uma para cada dez plantas do pomar.

 

Garrafa caça-mosca

 

 

18 COLHEITA

            O ponto ideal de colheita varia com a espécie frutífera, o destino da produção (industria ou mesa) e a distância do mercado consumidor.

            A identificação é feita pela observação do seu tamanho, coloração, composição química e queda natural dos frutos.  

             No ato da colheita deve-se tomar alguns cuidados como: não arrancar os frutos das plantas, mas cortá-los com tesoura  apropriada ou destacá-los  com uma leve torção, evitar as pancadas que ferem os frutos e causam apodrecimento e não colocar os frutos amontoados uns sobre os outros para evitar machucá-los. Os frutos devem ser devidamente acondicionados nas caixas de colheita. Os frutos como limões devem ser colhidos secos, ou seja, sem gota de orvalho, chuva ou irrigação na sua superfície, para evitar manchas que deprecie sua qualidade.

            Após a colheita os frutos devem ser colocados em locais sombreados, ventilados, limpos e forrados ate o seu transporte para o local de preparo.  

            Ao chegar ao local de preparo os frutos são limpos, selecionados, classificados, tratados e embalados. A limpeza dos frutos pode ser realizada por imersão ou pulverização de água, escovamento e ventilação.

Para frutos sensíveis, como figo, pêssego, acerola e uvaia, a limpeza não é recomendável, de moda a evitar danos. Nestes casos, os frutos são colhidos selecionados e, em seguida, acondicionados em embalagens apropriadas.

No processo de seleção, deve-se retirar os frutos mal formados, fora do padrão, queimados pelo sol e atacados por pragas e doenças.

A embalagem utilizada pode ser de diversos materiais (madeira, plástico, papelão e isopor), tipos e tamanhos, devendo ser escolhida de acordo com o fruto e a exigência do mercado a que se destina.

19 COMERCIALIZAÇÃO

Para efetuar uma adequada comercialização, é necessário bom conhecimento do mercado do seu produto.

O produtor deve buscar informações sobre demanda, formas de comercialização, variações de preços ao longo do ano e possíveis compradores.

Os possíveis canais de comercialização para os produtos frutícolas são supermercados, sacolões, centrais de abastecimento, feiras livres e agroindústrias.

As associações de produtores e cooperativas facilitam a comercialização da produção, porque trabalham com maior volume de produtos e mantêm fornecimento constante aos clientes.

Uma alternativa para o aproveitamento do excesso de produção nos picos de safra e de frutos fora do padrão para comercialização ao natural é a transformação deles em sucos, doces, polpas, frutos desidratados, bebidas fermentadas, iogurtes e geléias.   

20 EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS USADAS NO POMAR


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21 BIBLIOGRAFIA  CONSULTADA

FACHINELLO, J. C.; NACHTIGAL, J. C.; KERSTEN, E. Fruticultura: fundamentos e práticas. Pelotas: UFPEL, 1996. 311p.

 

PENTEADO, S. R. Poda e condução das frutíferas de caroço (Ameixeira, Pessegueiro e Nectarineira). Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v.18, n. 189, p. 44-50, 1997.

 

PODAR E INJERTAR. Madri: SANDVIK ESPAÑOLA, 1997. 144p.

 

ASSOCIAÇÃO DE CREDITO E ASSISTÊNCIA RURAL DO PARANÁ. Pomar domestico: a importância de um Curitiba: 1982. 14 p.

 

BONFIN, E. T. Pomar Doméstico. Fortaleza: EMATER-CE, 1986. 23 p.

 

CARVALHO, E. P., RAMALHO SOBRINHO R. Pomar Domestico. Belo Horizonte: EMATER-MG, 1983. 36 p.

 

COMISSÃO DE FERTILIDADE DO SOLO DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais: 4" aproximação. Lavras: 1989. 159 p.

 

COORDENADORIA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA INTEGRAL. Manual Técnico das Culturas. Campinas: 1986. 518 p.

 

COUTINHO, A. Planejamento da área necessária à produção agrícola alimentar, cm função das necessidades nutricionais de uma família de pequeno produtor rural. Belo Horizonte: EMATER-MG, 1987. 3 p.

 

DONADIO, L. C. Fruticultura para pomares domésticos. Jaboticabal: FCAV, 1983. 126 p.

 

EMPRESA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL DO DISTRITO

FEDERAL. Pomar Doméstico. Brasília: 1983. 35 p.

 

FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Consumo alimentar: antropometria. Rio de Janeiro: 1977. 110 p. (Estudo Nacional de Despesa Familiar, V. l; dados preliminares).

 

GUERRA, M. S. Receituário caseiro: alternativas para o controle de pragas e doenças de plantas cultivadas c de seus produtos. Brasília: EMBRATER, 1985. 166 p. (Informações Técnicas, 7).

 

 HAMERSCHMIDT, I. Agricultura alternativa: métodos naturais de controle de pragas e doenças. Curitiba: ACARPA/EMATER-PR, 1985. 6 p. (Apostila).

 

INSTITUTO AGRONÓMICO. Instruções agrícola para o Estado de São Paulo, 5. ed. rev. atual. Campinas, 1994. 233 p.

 

MANICA, I. et al. Fruticultura em pomar doméstico: planejamento, formação e cuidados. Porto Alegre: Rigel, 1993. 143 p.

 

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