CULTURA DO ABACATEIRO
SUMÁRIO
O abacateiro é uma planta frutífera originária do continente
americano. As primeiras referências sobre ele foram feitas por navegadores,
ainda nos primeiros anos do descobrimento da América, entre 1526 e 1554 em
relatos descrevendo plantas encontradas na antiga cidade do México e no local
onde hoje é a Colômbia. Nesses relatos os abacates receberam várias denominações,
como nahuatl e ahuacatl, provavelmente de origem indígena. Pesquisas arqueológicas
indicam que o abacateiro era explorado na região há mais de 10 mil anos (Koller,
1984). Difundiu-se por todo o continente americano, sendo a sua presença citada
na Jamaica em 1657, com o nome de “avocado”, termo usado nos países de língua
inglesa. Nos países de língua espanhola, ficou conhecido como “aquaquate”,
embora seja conhecido como “palta” em alguns países como Chile, Argentina,
Peru e Equador. Na Europa, foi citado pela primeira vez em 1601, tendo se
expandido para outros continentes, posteriormente (Calabrese apud Danadio,
1995). Relata-se que no Brasil, o abacateiro foi introduzido em 1809, vindo da
Guiana Francesa (Simão, 1971). Antes disso, nos séculos XVI e XVII, a sua
presença é incerta e discutível (Teixeira 1991).
2.1 Utilização e consumo
Considerado uma das frutas tropicais mais valiosas, o abacateiro é
cultivado na maioria das regiões tropicais e subtropicais, principalmente no México,
América Central, partes das América do Sul, nas Índias Ocidentais, África do
Sul, Israel, Israel e no Havaí; e em menor expressão, na Ìndia, República
Malgache, Reunião, Madeira, Samoa, Taiti, Argélia, Austrália, EUA (Flórida e
Califórnia), entre outros (Teixeira, 1991).
O abacate é consumido como alimento sob diversas formas no Norte da América
do Sul, América Central e México, tais como, purê, saladas, temperado com
sal, pimenta, vinagre e outros condimentos, além de outros pratos, nas diversas
refeições do dia (Koller, 1984). Além do seu valor na alimentação, o
abacate tem sido aproveitado para várias outras aplicações: da polpa obtêm-se
óleos comerciais; da semente produz-se uma tinta castanho-arroxeada; as flores
odoríferas fazem do abacateiro uma planta melífera, e outras partes da planta,
tais como folhas, caroços, casca dos frutos e casca do tronco, têm sido
utilizadas pela medicina popular (Teixeira, 1991).
2.2 Aspectos nutricionais
Com exceção da banana, o abacate tem quatro (4)
vezes mais valor nutritivo do que qualquer outra fruta. É a fruta que possui
maior quantidade de proteína (1 a 3% de acordo com informações do Instituto
Agronômico de Campinas – IAC) e é rico em vitaminas C e E, ácido fólico, e
potássio. Contém também boa quantidade de ferro, magnésio e vitamina B6, além
de beta-sistotinol (que pode ajudar a baixar o colesterol do sangue) e
glutationa, um excelente antioxidante. Possui alta taxa de gordura (quantidade
variável 5 a 35% de óleo polpa, na maioria ácidos graxos insaturados (60 a
84%, de acordo com informações do IAC), tornando-o muito rico em calorias, o que fez com que
os especialistas em dietas abolissem o consumo desta fruta. No entanto, a maior
parte da gordura no abacate é a monoinsaturada, ou seja, a gordura saudável.
Uma pesquisa realizada no México divulgou que 45 voluntários que comeram
abacate diariamente durante uma semana apresentaram uma queda média de 17% na
taxa de colesterol do sangue. É utilizado em casos de prisão de ventre, flatulências,
perturbações digestivas, gota, reumatismo, afecções dos rins, da pele e do fígado.
Atletas costumam usá-lo em substituição à outras fontes de gorduras menos
saudáveis, como manteiga e maionese. Além disso, ajuda a destruir os radicais
livres gerados pelo treinamento em excesso. O principal inconveniente ao consumo
do abacate é o seu excesso de calorias, o que recomenda uma utilização com
moderação (Ferro, 2002).
2.3
Mercado
Segundo Donadio (1995), apesar do grande volume
produzido por países americanos como o Brasil e o México (maior produtor
mundial), apenas os EUA, entre os países americanos, tem sua produção voltada
para a exportação, sendo o principal fornecedor do Japão. O mercado externo
é bastante exigente no tocante a padrões de qualidade e variedades específicas.
Destacam-se na produção destinada à exportação, Israel, Espanha e África
do Sul. A importação européia, que ao final da década de 60 era apenas 10
mil toneladas, conforme Réquiem citado por Donadio (1995), chegou a mais de 120
mil toneladas no final da década de 80, projetando um volume de 275mil
toneladas anuais para o final da década de 90. Segundo uma análise de mercado
feita pelos espanhóis, os preços caíram e persistem com tendência de queda,
mas ainda assim, são atraentes. Ainda de acordo com este autor, o mercado
europeu é considerado pequeno em termos de consumo per capita por ano, que está
em torno de 100g. Donadio (1995) lembra que o abacate não é consumido na
Europa como fruta, mas sim, como hortaliça, em entradas, saladas e outros
pratos.
Em
relação ao aproveitamento industrial, apesar das qualidades para
aproveitamento industrial desta fruta, não há grande demanda no mercado
mundial para este fim (Canto citado por Donadio, 1995).
2.4 Óleo de abacate
Os frutos de alguma variedades de abacateiro,
principalmente aquelas de origem mexicana ou guatemalense possuem teores
elevados de matéria graxa na polpa, constituindo-se em uma matéria prima de
interesse para a extração de óleo. O principal obstáculo para
obtenção do óleo de abacate é o
teor de umidade, que na polpa fresca varia de 64 a 85%, afetando o rendimento de
extração, a qualidade do óleo e o seu custo
de produção. Além disso, as variedades com maior teor de óleo são
justamente as que apresentam menor
proporção de polpa no fruto, nas quais, aproximadamente
1/3 do fruto corresponde à
casca e caroço. O alto teor de água e a elevada proporção de casca e caroço
também encarecem o custo de transporte.
O
óleo de abacate possui alto valor comercial e é usado principalmente pela indústria
farmacêutica e de cosméticos. O aumento da produção mundial poderia permitir
o seu refino e utilização ara fins comestíveis, haja visto que na sua composição
predomina o ácido oléico (Tango; Antunes & Figueiredo citados por Tango
& Turatti, 1991).
3.1 Classificação
De
acordo com Donadio (1995), a Classificação botânica do abacateiro mais aceita
atualmente foi proposta por L. O. Williams, segundo a qual o abacateiro pertence
a família Lauraceae, gênero Persea. De acordo com Donadio, pela
classificação de Williams o abacateiro comercial compreende três espécies e
variedades hortícolas do subgênero Persea, que caracterizam três raças,
a saber: raça mexicana – Persea americana var drymifolia; raça
antilhana – P. americana var. americana; e raça guatemalteca – P.
nubigena var. guatemalensis.
As
variedades comerciais existentes são, em geral, híbridas dessas três raças.
A possibilidade de hibridação, tanto das raças quanto de seus híbridos
conferem ao abacateiro boas condições de adaptação a diversas condições
edafo-climáticas. A raça mexicana possui grande resistência ao frio, enquanto
a raça antilhana adapta-se bem à região tropical, e a guatemalense é
considerada intermediária. A raça antilhana se destaca também pela adaptação
aos solos salinos, o que tem possibilitado o seu cultivo, ou utilização como
porta-enxerto em áreas com essa característica (Benya’Acov; Calabrese; Malo
apud Donadio, 1995).
Trata-se
de uma planta de porte médio a elevado (12 a 20 metros), sendo que as plantas
originadas de semente atingem maior porte do que as enxertadas.
A
copa
pode ser ereta ou espalhada (Simão, 1971).
As
folhas
não tem estípulas; possuem pecíolos curtos, são alternas, indivisas e podem
ser oblongo-lanceoladas ou elíptico-lanceoladas a ovais ou obovadas; de 10 a
15cm de comprimento e 5 a 15 cm de largura; são lisas, mas com algo de coriáceo;
peninervadas e de bordos ligeiramente sinuosos; a coloração varia de verde a
verde-escuro, sendo ligeiramente lustrosas na face superior, e verde-cinza-mate
na face inferior. As folhas novas apresentam uma leve coloração bronzeada que
desaparece posteriormente (Teixeira, 1991). Segundo Simão (1971), algumas
variedades apresentam hábito caducifólio precedendo a floração.
O
sistema radicular é do tipo axial, com ramificações secundárias, porém,
em geral, a repicagem e o transplantio provocam maior desenvolvimento de raízes
secundárias devido a danos causados na raiz pivotante. As raízes do abacateiro
não possuem radicela. Em condições propícias de profundidade e arejamento do
solo, podem atingir mais de 6m, todavia, aproximadamente 80% do volume radicular
se concentra a 1m de profundidade (Koller, 1984).
As
flores
são pequenas, bissexuais, finamente vilosas, de cor branca a verde-amarelada,
possuem pecíolo curto. São produzidas em grande quantidade em panículas
terminais na extremidade de ramos novos, levemente pubescentes, com brácteas
caducas e pedicelos tormentosos. Não possuem corola; o cálice tem 6 sépalas
bastante estendidas, bem separadas. Os estames férteis são em número de 9,
distribuídos em 3 verticilos; as anteras são dorsifixas e abrem-se
longitudinalmente por 4 valvas. O ovário é livre, de estilo simples, e o
estigma é peltado (Teixeira, 1991).
O
fruto
é uma drupa de pericarpo delgado (casca), e mesocarpo carnoso (parte comestível).
Possui uma semente envolvida pelo endocarpo, cobrindo os cotilédones. O pedúnculo
é de tamanho médio a longo, inserido no centro ou lateralmente no fruto por
uma parte mais grossa, chamada pedicelo. Podem ocorrer grandes variações de
tamanho, cor, forma, casca, polpa e semente, dependendo das raças e variedades.
Seu peso pode variar de 50g a 2,5Kg (Calabrese; Campbell & Malo; e Suppo
citados por Donadio, 1995).
A
flor do abacateiro é hermafrodita, todavia, por causa de uma diferença na época
de maturação entre as flores masculinas e femininas, a polinização cruzadas
é assegurada. Este fenômeno é conhecido como dicogamia protogínica (Teixeira
et al, 1991). Dado também ao fato de que todas as flores abrem-se e fecham-se
praticamente ao mesmo tempo, para que haja uma polinização eficiente é necessário
intercalar variedades de comportamento floral diferente (Simão, 1971). As
flores do abacateiro abrem-se e fecham-se duas vezes. As variedades de
abacateiro são classificadas em dois grupos distintos em relação ao tempo
normal de abertura e fechamento das flores, denominados grupos A e B.
No
grupo A, a primeira abertura da flor ocorre no período da manhã. Nessa
abertura, o estigma se encontra receptivo, porém as anteras não se abrem e não
há liberação de pólem para fecundação do estigma. A flor se fecha ao meio
dia e somente irá se abrir no período da tarde do dia seguinte, quando os
estames estarão maduros, porém, o estigma não se encontra mais receptivo.
As
variedades do grupo B diferem do grupo A pelo fato de que a primeira abertura
ocorre após o meio dia, fechando-se ao entardecer e a reabertura ocorre no período
da manhã do dia seguinte (Teixeira et al, 1991).
Por
isso, recomenda-se intercalar cultivares dos grupos A e B (Koller, 1984).
Segundo Montenegro, citado por Donadio (1995), o período de floração de cada
variedade é de um a dois meses, o que quase sempre permite a coincidência
entre duas variedades, mesmo que elas sejam de raças diferentes, e não floresçam
simultaneamente. Todavia, o melhor é intercalar variedades que tenham a mesma
época de floração.
Polinização
e fecundação são necessárias à produção de frutos do abacateiro. Por
isso, a participação de insetos, especialmente abelhas, é muito importante.
As abelhas podem levar o pólen de uma a outra planta um percurso de até 2Km,
mas para que a polinização seja efetiva, recomenda-se uma distância de no máximo100m.
A instalação de colméias na razão de 2/ha é recomendada em países
produtores. Dado que o pólen, normalmente, se mantém viável nas condições
ambientais por mais de 24horas, a possibilidade de autopolinização, com auxílio
de insetos, é viável. A formação de frutos partenocárpicos pela ausência
de fecundação também ocorre, mas sem interesse prático, pois os frutos são
pequenos e deformados (Donadio, 1995).
Embora
uma planta possa produzir milhões de flores, a frutificação é baixa, uma a
cada 5mil, sob condições ótimas (Moniour apud Donadio, 1995). Há uma grande
queda de frutinhos no primeiro mês após a floração, devido à baixa
fertilização e a ocorrência de até 20% de flores anormais. Depois, há uma
queda de frutinhos fertilizados e com embriões normais, devido a competição
pelo fluxo vegetativo (Donadio, 1995). De acordo com Bergh apud Donadio (1995),
além da polinização cruzada e dos insetos, a frutificação é afetada por vários
fatores como as raças e cultivares, os porta-enxertos, e o clima, especialmente
a temperatura.
A
temperatura é o fator climático mais importante para a frutificação. Tanto
temperaturas altas, quanto baixas produzem efeitos danosos. Na variedade Fuerte,
por exemplo, não há boa produção abaixo de 13 ºC e acima de 40-45 ºC. A
alta temperatura provoca a queda de frutinhos, e a baixa temperatura leva a
formação de frutos partenocárpicos, sem valor comercial.
Dado
que a água é o principal componente do fruto, o abacateiro é tido como muito
exigente em água. A água é necessária para que haja a translocação de
substâncias hidrocarbonadas e minerais. Sua falta provoca a redução do
tamanho do fruto, ou a sua queda. Todavia, o abacateiro também é sensível ao
excesso de água pelo risco de asfixia das raízes, que pode ocorrer devido a
chuva ou irrigação em excesso em solos pesados (Calabrese; Campell e Malo;
Suppo apud Donadio, 1995).
Quanto
aos nutrientes, Nitrogênio e potássio são importantes para o desenvolvimento
e qualidade do fruto. A relação Carbono/nitrogênio é tida como atuante na
indução floral (Donadio, 1995). A germinação do pólem é afetada pelo nível
de Boro (Robertse & Coetzer apud Donadio, 1995).
Também
a quantidade de folhas na planta está associada ao crescimento do fruto devido
`a síntese e translocação de substâncias hidrocarbonadas. Recomenda-se
30 a 50 folhas adultas para cada fruto. Na África do Sul, o nível de
nitrogênio é controlado a fim de evitar o crescimento excessivo da planta, o
que pode prejudicar a produção. Outro meio empregado para reduzir o excesso de
crescimento na primavera é a utilização de Pachoburazou (Suppo; Kohne citados
por Donadio, 1995).
A
escolha das raças também é um fator importante para o sucesso da frutificação
e produção, pois elas tem adaptações climáticas diferentes. Variedades
inadequadas em regiões de clima onde não correspondam podem levar a não
frutificação. A raça antilhana é a mais adaptada a climas quentes, enquanto
a mexicana se adapta a climas
frios, e a guatemalense é intermediária.
Também dentro de cada raça, há diferentes graus de adaptação climática. Além
disso, podem ocorrer mutações dentro e uma mesma cultivar, levando a
diferentes respostas de produção em um determinado ambiente. Pela mesma razão
é necessário que os porta-enxertos se adaptem as condições de solo,
principalmente à salinidade e resistência a seca, onde isso ocorre. Além
disso, deve ser tolerante à gomose (Bem Ya’ Acov; Bergh apud Donadio, 1995).
Uma
prática cultural capaz de induzir o abacateiro a maior florescimento e
frutificação é o anelamento. Às vezes desnecessário, às vezes produzindo
bons resultados. Precisa ser empregado sob certas condições e com conhecimento
(Suppo; Wolstenholme; apud Donadio, 1995).
O
abacateiro pode propagar-se via sementes ou via vegetativa. A propagação
vegetativa pode ser feita por vários métodos, como a estaquia, enxertia,
alporquia e cultivo de tecidos. Dentre estes, o mais utilizado é a enxertia.
Dos métodos de enxertia utilizados, a borbulhia e a garfagem são os mais
comuns (Donadio, 1995).
A
produção de mudas por sementes já foi bastante utilizada, porém, hoje, a sua
utilização se restringe a produção de porta-enxertos. As desvantagens de
pomar produzido a a partir de mudas por semente estão relacionadas
principalmente à sua variabilidade genética. Como conseqüência há uma
grande desuniformidade na produção, qualidade dos frutos (tamanho, forma, teor
de óleo, cor de polpa, tamanho do caroço, etc), época de colheita e resistência
a pragas e doenças. Isso dificulta a planificação da colheita, a padronização
da qualidade dos frutos, e a comercialização, além de onerar o controle de
moléstias. Além disso, as plantas obtidas por semente só frutificam a partir
dos 6 anos de idade (Koller, 1984).
Na
obtenção de porta-enxertos, são utilizados a propagação clonal, e aqueles
obtidos por sementes.
a) Obtenção de porta enxertos
oriundos de sementes: alguns cuidados gerais na obtenção das sementes são
recomendados: plantas-mãe pertencentes a variedades vigorosas e sadias,
adaptadas ao local do plantio e oriundas de plantas enxertadas com o objetivo de
uniformizar em parte, as sementes; frutos maduros, uniformes, sadios, e
escolhidos na planta; descartar sementes pequenas, semear imediatamente após a
colheita e o preparo das sementes para evitar perda do poder germinativo (Neves
apud Donadio, 1995); tratar as sementes com água a 49-50 oC durante
meia hora para o controle preventivo da gomose; e tratar com fungicida; retirar
ou cortar os envoltórios das sementes.
A
semeadura deve ser feita diretamente nos recipientes, ou em canteiros e caixas
para posterior repicagem. Sacos de plástico com capacidade para 5 a
7 Kg são os mais utilizados. O solo ou substrato deve ser desinfetado. A
semeadura é feita com o ápice da semente voltado para cima. As sementes devem
ser cobertas a 1cm. As regas devem ser periódicas e não pode haver
encharcamento. Sob condições de meia sombra e rega contínua a germinação se
dá 30-60 dias após o plantio. Em condições controladas, a germinação
ocorre aos 30 dias e o enxerto pode ser feito 70 a 75 dias após a semeadura.
Quando isso ocorre, as plantas precisam ficar ainda 2 meses na estufa, sendo
adaptadas a condições intermediárias e depois transplantadas para recipientes
maiores (Suppo apud Donadio, 1995).
Na
Embrapa, a enxertia é feita três a seis meses após a semeadura em
porta-enxertos novos, utilizando-se garfos de ramos tenros. Uma vez que a
enxertia tenha pegado, retira-se o plástico aos 30 dias, sendo que a muda estará
pronta para ser levada ao campo oito a doze meses após a semeadura. No México
costuma-se enxertar cavalinhos mais maduros, usando-se garfos ou borbulhas.Em
seguida, as plantas são conduzidas de quatro a sete meses, sendo levadas ao
campo com 15 meses de idade (Donadio, 1995).
b) Obtenção de
porta-enxertos clonais: esta técnica foi desenvolvida na Califórnia e
é bastante utilizada para obtenção de cavalos tolerantes `a gomose. No
processo para obtenção dos clones, a técnica mais utilizada é a do
estiolamento, que consiste no seguinte processo: plantas obtidas de sementes de
um porta-enxerto são plantadas em recipiente cheio com substrato até a metade.
Depois é enxertada a variedade porta-enxerto que se quer clonar bem próximo ao
nível do solo. Após o seu desenvolvimento, corta-se rente ao substrato e
coloca-se em câmara escura, para provocar o desenvolvimento de ramos
estiolados.Quando os brotos atingem 8 a 10 cm, o recipiente é cheio com
vermiculita, de forma a deixar apenas as pontas dos ramos de fora, as quais são
expostas à luz. Os brotos se desenvolvem e são destacados na base e plantados
em caixa ou recipiente de nebulização em um substrato de vermiculita. Após
50-60 dias, as plantas terão emitido raízes e estarão aptas a serem usadas
como cavalo para posterior enxertia. Pode haver necessidade de aplicação de
hormônio para facilitar o enraizamento (Donadio, 1995).
c) A enxertia,
por sua vez, pode ser feita por meio de vários processos. Os mais empregados
pelos viveiristas são a enxertia por gema terminal, enxertia por garfagem em
fenda cheia ou apical, e a garfagem lateral. A borbulhia é pouco utilizada pois
algumas variedades são difíceis de
serem enxertadas por esse sistema, sendo facilmente enxertadas por garfagem. Além
disso, é mais fácil achar garfos adequados do que borbulhas apropriadas.
As
mudas enxertadas devem ser mantidas à meia sombra para facilitar o pegamento.
Devem, também, ser tutoradas para evitar quebra pelo vento (Teixeira et al,
1991)..
A
sobrenxertia em árvores adultas também pode ser utilizada quando se quer mudar
a variedade copa. A garfagem, neste caso, é o principal processo utilizado.
Quando se quer mudar o cavalo usa –se a encostia (Donadio,1995).
Dada
a necessidade do cruzamento de plantas com comportamentos florais diferentes
para a garantia de eficiência na polinização resultam-se um grande número de
novos cultivares, dos quais os que apresentam melhores características são
multiplicados de forma vegetativa, e geralmente recebem o nome do local ou região
onde são cultivados (Teixeira et al, 1991). Na cultura comercial do abacateiro,
as variedades são agrupadas em tipo exportação ou consumo interno. Na maioria
dos países, ambas servem para os dois fins, mas no Brasil as variedades tipo
exportação não são bem aceitas no mercado interno. As variedades preferidas
para o consumo interno geralmente apresentam baixo teor de óleo, frutos
grandes, e comumente são das raças antilhana ou guatemalense.(Donadio, 1995).
De acordo com Carvalho, citado por Donadio (1995), dado o fato de que os picos
de produção ocorrem no meio do ano, havendo falta do produto e altos preços
no final e início do ano, ultimamente os produtores tem dado preferência à
variedades que produzam nessa época. Em relação à exportação, as
variedades mais cultivadas são a Fuerte, e a Hass.
a) Grupo floral A:
Hass:
É a principal variedade desse grupo floral, destinada a exportação. Surgiu na
década de 20, na Califórnia e foi selecionada a partir da raça guatemalense,
porém apresenta indícios de que se trata de um híbrio do cruzamento com a raça
mexicana. É mais suscetível ao frio, comparada a variedade Fuerte, e também
é sensível à baixa umidade. Apresenta grande produção de flores e tende a
uma excessiva frutificação, com conseqüência negativa por provocar uma
diminuição do tamanho dos frutos. É muito produtiva e detém a importante
característica de reter os frutos na planta, mesmo depois de maduros,
permitindo a colheita durante longo tempo. O fruto é oval-piriforme, e possui
uma casca grossa e rugosa que confere uma boa resistência ao transporte. Pesa
de 180 a 300g, sendo que a polpa é de boa qualidade e não tem fibras. A
semente é pequena, esférica e aderente a polpa. É a variedade mais plantada
no México e tem substituído a Fuerte na Califórnia. Como polinizador
indica-se a variedade Ettinger em Israel. Na Califórnia usa-se a
variedade Bacon (Arpaya; Calabrese; Guilt & Gazit apud Donadio, 1995).
Outras variedades: podem
ser citadas, ainda, as variedades Reed, Gwen, Rincon, e Tova. Dentre
estas, destaca-se a variedade Gwen por ser a única que é resultante de um
trabalho de melhoramento, sendo a mais promissora dentre os vários híbridos
selecionado, e produz mais do que a Hass e Fuerte, chegando a 70t/ha.
b) Grupo floral B:
Fuerte: É
a variedade mais difundida no mercado, dada a sua qualidade em termos de padrão
de comercialização na maioria dos países. Trata-se de um híbrido das raças
guatemalense e mexicana, originário do México. A planta não tem hábito de
crescimento muito grande, mas tende a se desenvolver lateralmente. O fruto é
piriforme, e pesa de 150 a 350g. Possui casca flexível, elástica e sem brilho.
A semente é pequena, cônica e aderente à polpa. É resistente ao transporte.
Embora a planta seja resistente a geada, em relação a frutificação, é sensível
à baixas temperaturas. Exige polinizadores específicos, sendo indicadas as
variedades Topa-Topa e Tova. A colheita é precoce a média. No Brasil há
poucas plantações comerciais dessa variedade, sendo que a maior delas está
localizada no município de Bauru – SP.
São
relatadas ainda para este grupo floral, as variedades Bacon, Zutano Ettinger,
Edranol, Horshim, e Nabal, porém de importância em escala comercial bastante
inferior (Guill & Gazit apud Donadio, 1995). No guia de produção do site
http://www.clubedofazendeiro.com.br é também descrita a cultivar Tatuí, como
sendo uma variedade do grupo floral B, indicada para exportação.
5.2 Cultivares para o mercado
interno:
O
Brasil é um país que tem a sua produção voltada principalmente para o
mercado interno. Por isso, a lista de variedades tende a aumentar muito devido
à seleção local. As variedades locais são importantes por sua adaptação às
condições climáticas, hábitos de consumo, resistência a doenças,
qualidade, aparência e conservação pós-colheita. No Brasil, destacam-se as
variedades Quintal e Fortuna (Campbell & Malo; & Donadio (1987) citados
por Donadio, 1995). De acordo com http://www.clubedofazendeiro.com.br podem ser
relacionadas as seguintes variedades utilizadas com a finalidade de atender o
mercado interno do Brasil, conforme os seus grupos florais. A descrição das
variedades está baseada em Teixeira et al, 1991.
a) Grupo A:
Simmonds: Trata-se
de uma árvore de porte médio, pouco resistente a geadas; os frutos são
grandes, elípticos, resistentes a verrugose e medianamente resistentes ao
transporte. A casca é lisa, coriácea. A polpa possui baixo teor de óleo. O
caroço é grande e elíptico. A colheita se dá de fevereiro a abril.
Fortuna:
a planta é vigorosa, imune a verrugose e a antracnose, de produção precoce (a
partir do 3º ano). Os frutos são grandes (750 g em média) e a polpa é um
pouco adocicada (Teixeira et al, 1991).
Ouro Verde: selecionada
em Valinhos (SP), possui maturação tardia com a colheita se
concentrando de setembro a outubro. O fruto tem base angular e pesa ao redor de
845 g. A casca possui superfície rugosa. O caroço é elíptico e solto,
pesando aproximadamente 140g. A polpa é amarela e possui baixo teor de fibras
(Teixeira et al, 1991).
Pollock: as
árvores são de porte médio, e possuem fraca resistência a geadas,
possuindo precocidade normal e produção constante. Os frutos pesam em torno de
775g, são piriformes, imunes a verrugose e de resistência moderada ao
transporte. A casca é lisa, mas coriácea. A polpa é adocicada, com baixo teor
de óleo e fibras. O caroço é pequeno, cônico e aderente.
Barbieri: conhecida também como Limeirão ou Geada apresenta
maturação precoce, com colheita concentrada nos meses de janeiro e fevereiro.
O fruto pesa em torno de 710 g. A casca é lisa, coriácea e lustrosa. A polpa
possui baixo teor de fibras e sabor neutro. Seu rendimento é da ordem de 82% e
apresenta cerca de 3,15% de óleo e 1,26% de proteína. O caroço é elíptico e
aderente, pesando em torno de 72g.
Quintal:
apresenta fruto grande, com peso maior que 600g, e de formato piriforme. É o único
do “tipo manteiga” e de valor comercial, que amadurece entre maio e junho,
no estado de São Paulo.
Prince:
árvore de porte alto, tem pouca resistência à geadas, e sua produção é
constante. Os frutos pesam em torno de 670 g, são obovados, e possuem boa
resistência à verrugose e ao transporte. A casca é verrugosa, lenhosa e
verde. A polpa é de sabor neutro e possui rendimento médio da ordem de74%. O
caroço é aderente.
Reis:
selecionado em Valinhos, SP, apresenta maturação tardia com colheita nos meses
de agosto e setembro. O fruto pesa
em torno de 790 g. Sua casca é levemente rugosa, textura lenhosa e aparência
lustrosa. A semente é aderente à cavidade e pesa em torno de 105g. A polpa
possui um sabor semelhante a nozes, com baixo teor de fibras. Seu rendimento é
da ordem de 78%, sendo 1% de proteína e 13,8% de óleo.
Solano:
árvore de grande porte, alta produtividade e produção constante. O fruto pesa
em torno de 800 g. A casca é levemente rugosa e espessa. A polpa é
amarelo-ovo, não possui fibras e tem alto rendimento.
6.1 Clima:
Dos
fatores climáticos que afetam o abacateiro, os principais são a temperatura, a
luminosidade, a precipitação pluviométrica, os ventos e a unidade do ar (Koller,
1984), destacando-se dentre estes, a temperatura e a precipitação (Teixeira et
al, 1991).
a)
Temperatura: é considerada por vários autores, como sendo o fator
climático mais importante para a cultura do abacateiro. As variedades de
abacateiro apresentam comportamentos diferentes conforme a raça a que
pertencem. A raça antilhana, originária da América Central, é a mais sensível
a baixas temperaturas. A raça guatemalense é a originária de regiões altas
da América Central, e por isso é mais resistente ao frio do que a raça
antilhana. As variedades da raça mexicana são as mais resistentes a baixas
temperaturas, pois são originárias de regiões de elevada altitude do México,
e da Cordilheira dos Andes (Teixeira et al, 1991). Simão (1971) compara a
resistência ao frio da raça mexicana com a resistência da laranjeira,
enquanto que a raça quatemalense é comparada à limeira. De acordo com Supo
citado por Donadio (1995), plantas adultas da raça mexicana podem adaptar-se à
temperaturas de –1 ºC a –7 oC.
Segundo
Koller (1984), as temperaturas baixas podem prejudicar a fecundação das
flores. A cultivar Fuerte, por exemplo, não frutifica se a temperatura noturna
for inferior a 13 oC. Frutos de alguma cultivares de regiões mais
frias apresentam maior teor de óleo. De acordo com Donadio (1995), as plantas
novas também são muito afetadas por geadas.
As
altas temperaturas, por sua vez, podem induzir a queda de frutinhos recém
formados e até mesmo a queda de frutas já medianamente desenvolvidas, no caso
de temperaturas acima de 40 ºC (Peña citado por Koller, 1984). Além disso, as
temperaturas dos meses mais frios exercem destacada influência sobre o
desenvolvimento dos frutos, sendo que temperaturas mais altas provocam uma
antecipação no período de colheita (Koller, 1984).
b)
Altitude: de acordo com Donadio (1991), este é um fato que está
bastante relacionado com a temperatura e que é importante na escolha das raças.
A raça mexicana se adapta a altitudes de 1500m até 2000m; a guatemalense de
500 a 1000m, e a antilhana, de zero a 500m. Segundo este autor, dado a essa relação
com a temperatura, a época de produção é influenciada, e é interessante do
ponto de vista comercial.
De
acordo com Donadio (1995), a alta umidade do ar pode levar ao aparecimento de
doenças fúngicas como oídio e antracnose.
d)
Luminosidade: o excesso de radiação solar pode provocar a queimadura
da casca e dos frutos. Mudas recém plantadas necessitam de sombreamento para o
pegamento. O desfolhamento de árvores adultas pelo ataque de moléstia e/ou
deficiência minerais pode predispor a casca dos ramos a queimaduras. Uma prática
cultural que ajuda a protegê-la do sol é a calagem do tronco e dos ramos.
Embora esses inconvenientes, o abacateiro precisa da luminosidade para garantir
uma boa produção e qualidade dos frutos. Áreas sombreadas e regiões sujeitas
a nebulosidade, por exemplo, provocam o crescimento vertical em detrimento do
crescimento lateral, dificultando a colheita e tratos culturais. O mesmo ocorre
em plantios densos. Ramos internos também não produzem bem, e podem ser
retirados (Koller, 1991; Donadio, 1995).
e)
Ventos:
vários efeitos danosos são relatados, tais como, desfolhamento, queda de
frutos, quebra de ramos, dificuldade de polinização por insetos, aumento da
transpiração e predisposição ao efeito da seca (Koller, 1984), dessecamento
de flores, manchas nos frutos por causa do at rito destes com os ramos, o que
provoca depreciação no caso de exportação (Donadio, 1995).
Como
medidas para solucionar esse problema, recomenda-se a orientação do plantio do
pomar e uso de quebra-ventos.
O
plantio de cortina vegetal com finalidade de atuar como quebra-vento deve ser
feito, de preferência, alguns anos antes da instalação do pomar. As espécies
recomendadas são o cipestre, as casuarinas, taquara e inclusive, o próprio
abacateiro pé-franco (obtido a partir de semente). A utilização do pé-franco
como quebra-ventos apresenta várias vantagens como crescimento rápido, bom
enfolhamento, produção adicional de frutos, e possibilidade de seleção de
novas cultivares face a variabilidade genética. O eucalipto também pode ser
utilizado, mas tende a prejudicar a planta mais próxima devido à concorrência
por água e nutrientes. Uma vantagem importante é a produção de madeira (Koller,
1984).
6.2 Solos
Donadio
(1991) enfatiza que o abacateiro é uma das fruteiras mais sensíveis ao fator
solo, principalmente no que diz respeito a drenagem e profundidade. Segundo Simão
(1971), solos profundos, férteis, bem drenados, leves e pouco ácidos são o
desejável.
a)
Permeabilidade: Solos argilosos, com alto poder de retenção de água e
de difícil drenagem podem causar a morte das raízes do abacateiro, que são
muito exigentes em aeração. Além disso, a umidade do solo predispõe as
plantas do abacateiro ao ataque do fungo Phyhtophtora cinnamomi Rands.
Além disso, o abacateiro se desenvolve mais lentamente em solos pesados,
retardando o início da frutificação. Donadio (1995) afirma que os solos
rasos, porém com boa drenagem, também podem ser utilizados pois a planta
apresenta sistema radicular superficial. A permeabilidade do solo à água é o
fator mais importante de acordo Montenegro citado por Koller (1984). Um método
bastante simples e rústico para avaliar a porosidade do solo, e sua capacidade
de percolação é descrito por Koller (1984): coloca-se um tubo (cano de plástico,
por exemplo) sobre o solo medianamente molhado. Em seguida, coloca-se água no
interior do tubo. A água infiltrará com maior ou menor velocidade conforme a
porosidade do solo. Se houver uma infiltração superior a 20cm/h, a porosidade
do solo pode ser aceitável.
b)
Salinidade: um outro fator relacionado ao solo, muito importante a
ser considerado para a cultura do abacateiro, no momento de implantação do
pomar, é a salinidade De acordo como Donadio (1995), o abacateiro é muito sensível
à salinidade. Medida pela condutividade elétrica, pode causar danos à planta
quando excede 3mm hos/cm. Os sintomas são, queima da ponta e borda das folhas e
queda da produção. A salinidade pode ser provocada por altas concentrações
de sulfatos, cloretos, carbonetos e nitratos no solo, ou água de irrigação
como concentração acima de 0,2g/l de cloreto. O controle da salinidade pode
ser feito mediante irrigação pesada para lavagem do excesso de sais, e
principalmente, pela utilização de porta-enxertos da raça antilhana, que são
resistentes. Uma outra prática também recomendável é a aplicação de
nitrato na água, que aumenta a tolerância da planta à salinidade.
c)
pH:
em relação ao pH, a faixa adequada ao abacateiro está entre 5,0 e 6,5. Fora
desses limites, a planta é muito prejudicada, principalmente em pH alcalino,
que também é mais difícil de ser corrigido.
7.1 Planejamento
a)
Mercado:
Certamente,
o primeiro fator a ser considerado, durante a escolha do local é o mercado para
a cultivar que se pretende plantar. Dado que a cultivar que o abacateiro somente
inicia sua produção a partir de 3-4 anos de idade, atingindo o poço aos 15
anos, requer-se uma escolha cuidadosa. O mercado deve ser analisado a nível
local, estadual, nacional e internacional. É necessário estudar a evolução
dos preços nos últimos anos, e realizar projeções com relação à tendências
ou comportamentos futuros.
O
padrão de fruta exigido pelo mercado a que se pretende atingir deve ser levado
em conta. Nos países europeus e América do Norte, a preferência é por frutos
pequenos com alto teor de óleo. O
consumidor brasileiro, ao contrário, prefere frutos grandes e com baixo teor de
óleo. Cultivares precoces ou tardias, comercializadas no início ou final da
safra são preferidas por alcançarem melhor preço para a produção. Além
disso, a precocidade pode ser acentuada se o plantio for realizado em regiões
com altas temperaturas, e a colheita das cultivares tardias pode ser retardada
pelo plantio em regiões mais frias. Todavia, estas cultivares podem ser menos
produtivas (Koller, 1984).
Os
principais fatores determinantes da escolha do local são o solo e o clima, os
quais devem atender às exigências da cultura e da cultivar escolhida. Em
geral, desaconselha-se regiões onde ocorram quedas freqüentes de temperatura,
abaixo de –3 ºC, ou onde as temperaturas no verão costumam elevar-se acima
de 40 ºC, com freqüência.
A
existência a períodos de estiagem não é limitante, porém, estiagens durante
o verão podem prejudicar a cultura ou demandar a necessidade de irrigação.
Também, regiões constantemente fustigadas por ventos acima de 25Km/h podem ser
evitadas, pois haverá necessidade de se investir em quebra-ventos. Em relação
ao solo, é vital que este seja
poroso, bem drenado, desejando-se também que seja profundo.
Solos
com declividade levemente ondulada favorecem a drenagem, porém se a declividade
for superior a 20% acentua-se os danos por erosão e os tratos culturais ficam
dificultados. Em relação à fertilidade do solo, a preferência, logicamente,
é por solos férteis, porém este não é um fator limitante, pois pode ser
resolvido com adubação adequada. A proximidade do mercado consumidor, ou a
facilidade de escoamento também devem ser levados em conta (Koller, 1984).
c)
Escolha das variedades
Como
já mencionado antes, a escolha da variedade deve levar em conta, primeiramente,
o mercado que se quer atingir. As variedades Fuerte e Hass são as preferidas
para exportação (Donadio, 1995), enquanto que para o mercado interno podem ser
citadas variedades como, Quintal, Fortuna, Ouro-Verde, Pollock, e outras
(Montenegro citado por Koller 1984). Outro aspecto importante é a necessidade
de se considerar o plantio de uma variedade de comportamento floral diferente, e
que deve atuar como polinizador. Nos plantio das variedades Hass e Fuerte são
utilizadas as variedades Bacon e Tova, respectivamente, na proporção de 10:1,
de preferência no centro de cada lote de dez plantas.
Além disso, a escolha do porta-enxerto, é outro
aspecto importante e que no Brasil tem sido negligenciado. No Brasil, os
veiveiros não propagam porta-enxertos clonais de variedades resistentes a
gomose, também porque só há uma variedade tolerante a essa doença no Brasil,
a variedade Kuke 7. Por isso, no caso de optar-se por porta-enxertos como Nimlioth e Manteiga, que não são
tolerantes, propagados por sementes, recomenda-se investigar a presença de
Phythophtora no solo, e não plantar mudas infectadas (Donadio, 1995).
7. 2 Plantio
a)
Preparo do solo: o preparo do solo segue as recomendações gerais
para implantação de outras frutíferas perenes. Dependendo da situação pode
ser necessária uma subsolagem. Áreas que abrigaram outras culturas perenes
devem ser bem preparadas mais demoradamente, sendo recomendável o plantio de
gramíneas por um ou dois anos, durante os quais se faz correções de pH, elevação
dos teores de matéria orgânica, e erradicação de plantas daninhas.
b)
Drenagem: a localização dos canais de drenagem deve ser feita
pouco antes, ou juntamente com o preparo do solo. O nivelamento do solo é quase
sempre necessário, especialmente em áreas irrigadas (Donadio, 1995).
c)
Espaçamento:
a escolha do espaçamento depende de vários fatores como a variedade,
topografia do terreno, grau de adensamento, se o plantio é consorciado ou não,
tratos culturais, e o caráter do adensamento (definitivo ou não) Em geral se
emprega três tipos de espaçamentos: o quadrado, o triangular, e o retangular.
O espaçamento em forma de quadrado é indicado para áreas planas, e permite
boa insolação em volta de toda a planta nos espaçamentos maiores, variando de
6 a 12m. O espaçamento em retângulo é utilizado para áreas em declive e
permite insolação maior nas áreas laterais das plantas ao longo das linhas.
Geralmente se usa 5 a 7m na linha, e 8 a 12m na entrelinha. O espaçamento em
forma de triângulo é utilizado em terrenos acidentados e permite um maior
rendimento de plantio.Destes três sistemas, o sistema retangular é o mais
indicado, por permitir maior densidade sem necessidade de se eliminar
plantas, e permite poda lateral ao longo da linha, se necessário(Donadio,
1995).
d)
Plantio das mudas nas covas: as covas devem ter de 50 a 60m, e devem ser
preparadas com adubação e calagem de plantio, quando necessário. Em áreas
onde os perfis de solo são diferentes, recomenda-se colocar um pouco de terra
de superfície no fundo da cova (Donadio, 1995).As mudas devem ser colocadas na
cova com muito cuidado, para que o torrão não se desfaça. O laminado que por
vezes acondiciona a muda pode ser usado para protegê-la do sol. Segundo Koller
et al apud Donadio (1995), a proteção ao sol é importante para o pegamento da
muda, e também pode ser feita pintando-se o tronco com cal. Além disso, a época
de plantio também ajuda, sendo que o inverno é mais conveniente, quanto a
isto. As mudas devem ser irrigadas semanalmente por aproximadamente dois meses,
até que elas peguem.
7.3 Proteção contra ventos:
em áreas sujeitas a ventos fortes é preciso sustentar a muda amarrando-a,
cuidadosamente, a uma estaca, ou cobrindo-a (Donadio, 1995).
7.4 - Replantio:
prática importante, que deve ser feita visando à substituição de plantas
fora do padrão da cultura. Deve ser feita o mais cedo possível, a fim de
manter a uniformidade do pomar (Donadio, 1995).
7.5 Desbaste: no caso de plantio adensado, o desbaste deve ser
feito conforme a idade das plantas e o fechamento do pomar. Na Califórnia, por
exemplo, se usa o espaçamento de 6 x 6m, com a variedade Bacom como
polinizadora da Hass em linhas alternadas, na proporção de uma planta de Bacon
para cada três planta de Hass. O primeiro desbaste neste sistema é feito aos
oito anos, retirando-se uma planta alternada de cada linha. O segundo desbaste
ocorre aos 12 anos (na Califórnia) retirando-se todas as plantas a cada 4 linhas, ficando um espaçamento final de
12x 12m (Donadio, 1995).
7.6 Podas
a)
Brotações do porta-enxerto: comuns nos primeiros meses, devem ser totalmente
eliminadas.
b)
Poda de formação: é recomendada, e consiste na eliminação da gema apical
ainda no viveiro, favorecendo a emissão de ramos laterais, e evita que a planta
atinja altura excessiva (Morin apud Koller 1985).As plantas jovens devem sofrer
contínuos despontamentos dos ramos verticais mais vigorosos estimulando a formação
de ramos mais baixos, favorecendo o seu crescimento lateral (Malo citado por
Koller, 1984).
c) Poda de frutificação:
totalmente dispensável, porém Chandler apud Koller (1984) relata que a poda de
primavera pode ser benéfica para cultivares excessivamente produtivos por causa
do raleio dos frutos resultante. Todavia, Basson apud Koller (1984) verificou
que todos os sistemas de poda em abacateiro diminuíram sua produtividade. O
desbaste manual poderia surtir melhor efeito, pois a eliminação de grande
quantidade de folhas neutraliza o
efeito benéfico do raleio dos frutos, devido a redução da fotossíntese (Morin
apud Koller, 1984).
d)
Poda de limpeza: é a única poda recomendada para o abacateiro em idade
de frutificação. Consiste no corte de todos os galhos secos, quebrados, mal
situados e/ou excessivamente danificados por pragas e moléstias. Deve ser feita
preferencialmente no inverno. Os cortes em ramos com mais de 4cm de diâmetro
devem ser pincelados com fungicida preventivo.
e)
Raleio de frutas: o desbaste manual de frutas poderia melhorar o equilíbrio
entre área foliar e número de frutos em variedades que apresentam tendência
de produção excessiva em anos alternados, como a Fuerte e Linda, e que por
causa disso motiva a formação de frutos pequenos e o esgotamento das plantas.
Todavia,
isto é muito oneroso, principalmente em plantas muito grandes. Por isto, o que
se recomenda é a escolha de cultivares de frutificação regular, que dispensam
o raleio de frutos (Koller, 1985).
Koller
(1984) salienta que as plantas consideradas daninhas por competirem com a
cultura por água e nutrientes também tem efeitos benéficos, tais como o
controle de erosão, o enriquecimento do solo com matéria orgânica e melhoria
de sua estrutura, além de favorecer a circulação de máquinas e equipamentos
no pomar quando o solo está molhado.
Donadio
(1995) adverte para o fato de que o sistema radicular do abacateiro é muito
sensível e não suporta ferimentos, que quando ocorrem podem dar origem a doenças.
De acordo com Donadio (1995), o método de controle mais utilizado atualmente é
a roçagem na entrelinha, e a aplicação de herbicidas nas linhas. A capina
manual pode ser utilizada em substituição aos herbicidas, porém deve sr muito
cuidadosa para não danificar o tronco das plantas e a gradagem pode substituir
a roçagem em certas épocas do ano.
Koller
(1984) informa ainda que nos primeiros anos, o cultivo de plantações de
pequeno porte como o feijão, soja, ervilha, aveia, trigo e outras podem sr
utilizadas em consórcio nas entrelinhas. Todavia, após o 5o. ou 6o.
ano, desaconselha-se a utilização de culturas anuais devido a possibilidade de
danos às raízes do abacateiro pelas grades, mas a partir dessa idade podem ser
estabelecidas culturas perenes destinadas ao revestimento do solo durante o
inverno como as legunimoas de repovoamento natural.
No
caso do controle químico, vários
produtos podem ser utilizados, dependendo da idade do abacateiro. Glifosato,
Diuron, Paraquat, e Simazina são recomendados para a cultura até os 4 anos.
Todavia, os pré-emergentes podem prejudicar as plantas novas, por isso, usa-se
Paraquat ou Glifosato, mantendo-se o abacateiro protegido.
Também
podem sr indicados os herbicidas Napropamid, Morfhinazon, Orizalin e Fluazitop.
As condições específicas para o uso dos herbicidas devem ser observadas
cuidadosamente.
O
abacataeiro é sensível a alguns herbicidas como o Terbacil e Bromacil, mesmo
em plantas adultas. Um exemplo de esquema de manejo que tem sido utilizado
consiste na aplicação de glifosato na primavera para controlar plantas já
estabelecidas no final desta estação, aplicas-se Diuron, o qual é repetido no
meio do verão para controlar plantas que possam ter escapado da primeira aplicação.
Aplica-se, ainda, Simazina, no início do outono, para controlar folhas largas (Donadio,
1995).
7.8 Irrigação
De
acordo com Koller (1984), o abacateiro requer uma precipitação anual de
aproximadamente 1200mm bem distribuídos durante o ano, para uma boa produção.
O consumo de água é afetado por vários fatores como, a temperatura, a insolação,
ação de ventos e umidade do ar. Além disso, a necessidade, freqüência e
quantidade de água de irrigação também depende da capacidade de
armazenamento do solo em forma disponível para o abacateiro. Assim, no verão,
as plantas necessitam de muito mais água do que no inverno, devido ao aumento
da temperatura, e do tamanho do dia. Koller exemplifica o caso da Região Sul,
onde a precipitação normalmente é elevada e bem distribuída durante o ano,
mas há ocorrência de veranicos, que durante o verão ou no início do outono
podem levar o abacateiro a sofrer deficiência hídrica. O autor enfatiza o fato
de que o abacateiro dificilmente mostra sintomas de deficiência, por
murchamento das folhas, os quais somente são verificados posteriormente, pela
perda de grande quantidade de folhas, o que compromete a produção. Por isso, o
autor cita a observação de outras plantas mais sensíveis ao murchamento como
fonte de indícios seguros sobre a necessidade de irrigação. Como já foi
mencionado anteriormente, o abacateiro é muito sensível ao encharcamento,
devendo-se por isso, tomar muito cuidado com o excesso de água. A necessidade
de irrigação é avaliada pela determinação da disponibilidade de água no
solo. Um dos métodos utilizados é a leitura de tensiômetros que determinam a
força de sucção necessária para que as raízes possam absorver a água. A
leitura de tanque classe A para determinar a evaporação e o uso de pluviômetro
permitem estimar o déficit hídrico (Koller, 1984). Segundo Donadio (2000), no
México, para áreas de precipitação de 800mm/ano são usados de 4.000 a
6.000m3/ha/ano de água de irrigação como complemento, e em Israel, com
precipitação de 600mm, complementa-se com 600 a 800m3/há a cada 20-30 dias,
dependendo da época do ano. No Brasil, a irrigação por microaspersão, em um
pomar em Bauru – SP, onde chove 1400mm/ano não refletiu na produção, mesmo
usando-se fertirrigação, conforme informações de Gustafson citado por
Donadio (1995).
Em relação ao sistema de irrigação, Donadio
(1995) salienta que todos possuem vantagens e desvantagens, incluindo-se os
tradicionais sistemas de irrigação por sulco, até a aspersão e gotejamento,
e requerem aplicação criteriosa e acompanhamento rigoroso. Destaca-se o uso de
aspersão na Califórnia, aspersão subcopa em Israel, e o gotejamento que é
muito utilizado e indicado para a cultura, sendo bastante difundido em Israel,
Califórnia e África do Sul. O gotejamento tem como grande vantagem, a economia
de água, além de permitir ouso de águas salinas e permitir a fertirrigação.
Em relação à salinidade, os efeitos são variáveis no que diz respeito a espécies,
solo e cavalos. Um dos efeitos relatados é a queima das folhas, o que prejudica
o abacateiro por vários anos. Os efeitos da salinidade podem ser diminuídos
com a mudança de irrigação, ou do método de rega, e com o uso de água menos
salina. Na Califórnia, por exemplo, utiliza-se a aplicação de 1,5 a duas
vezes mais água cada quatro ou seis semanas, visando a uma “lavagem” do
solo.
7.9 Adubação
7.9.1 -
Demanda: Segundo Donadio (1995), a
adubação deve basear-se no conhecimento das exigências nutricionais da
cultura e deve ser avaliada mediante análises foliares periódicas, bem como análises
de solo. As doses e a época de aplicação dos adubos deve adequar-se às
características da variedade plantada, dos porta-enxertos e da idade da planta,
às características do solo e dos tratos culturais executados. Em relação às
exigências nutricionais do abacateiro, segundo Malo, citado por Donadio (1995),
o nitrogênio e o potássio são os elementos mais importantes, seguindo-se o cálcio
e magnésio. Em relação aos micronutrientes, o principal é o zinco, e em
solos alcalinos, o fero assume maior importância. O autor salienta ainda que o
nível de alumínio é melhor indicador da necessidade de calagem do que o pH.
Segundo Jacob, citado por Teixeira (1991), o sistema radicular do abacateiro não
é muito extenso, mas de penetração profunda, o que somado ao seu rápido
crescimento, requer no solo, grande quantidade de nutrientes de fácil
disponibilidade. Em relação aos porta-enxertos, informações de Lahav e
Kadman em Israel, citados por Donadio (1995) apontam que o nitrogênio, cálcio
e magnésio são mais absorvidos pelas variedade guatemalenses, sendo que as
variedades da raça mexicana absorvem mais potássio, sódio e cloro, e a raça
antilhana, fósforo e ferro.
7.9.2 - Análises:
Donadio (1995) explica que a análise de solo fornece informações e propõe
correções de nutrientes, pH e nível de matéria orgânica, enquanto a análise
foliar permite identificar possíveis carências, permitindo sua correção. A
indicação dos níveis foliares adequados, no entanto, varia conforme a
variedade. A amostragem da folhas deve ser feita de forma a representar uma área
homogênea. As folhas devem ser retiradas de
pelo-menos cinco plantas e em número de 10 folhas por planta, coletadas na
altura mediana da planta e à sua volta, de ramos sem frutos e sem segmentos
secundários. A idade das folhas deve ser de aproximadamente seis meses, sendo
tomadas amostras da quarta à sexta
folha. As amostras devem ser acondicionadas em sacos de papel ou plástico até
serem analisadas (Lahav, Dagani & Gazet; e Malo citados por Donadio, 1995).
7.9.3 - Recomendação:
Entre as várias recomendações de adubação existentes para a cultura,
segue-se a recomendação sugerida por Souza et al (1999) na 5a.
Aproximação de Recomendação para corretivos e fertilizantes no Estado de
Minas Gerais. A recomendação está baseada numa produtividade esperada de
20.000Kg/há, e espaçamento de 7,5 a10m x 7,5 a 10m.
a)
Adubação de plantio e pós-plantio: aplicar 30Kg de N/cova,
parcelados em outubro e janeiro, em
cobertura, sendo a primeira aplicação após o pegamento das mudas. O fósforo
deve ser aplicado conforme a disponibilidade do solo, variando de 30 a 90g de
P205/cova, aplicados no plantio (outubro). O potássio também deve ser aplicado
conforme a disponibilidade do solo, variando de 20 a 60g de K2O/cova, parcelado
em duas aplicações, uma em outubro (plantio), e outra em março. Recomenda-se
ainda, misturar a terra de enchimento da cova com 20L de esterco de curral (ou
5L de esterco de galinha) 60 dias antes do plantio. Pode-se ainda, misturar à
terra de enchimento da cova, 100g de calcário
dolomítico para cada tonelada aplicada em área total. Sugere-se também,
usar a metade da dose de P2O5 na forma de fosfato natural reativo.
b)
Adubação de crescimento e formação:
1o.
ano pós-plantio: 60g de N/cova, parcelando-se 1/3 em outubro e o
restante em janeiro. 15 a 45g de P2O5/cova, aplicado em março; 10 a 30g de K2O,
também em março, numa única dose.
2o.
ano pós-plantio: 80g de N, parcelando-se 20g em outubro, 40g em
janeiro e 20g em março; aplicar 20 a 60g de P2O5 e de K2O em março.
3o.
ano pós-plantio: 100g de N, sendo 40g em outubro, 40g em janeiro, e
20g em março; 30 a 90g de P2O5 em março; e 20 a 60g de K2O também em março.
Adubação de produção:
4o.
ano: 180g de N/cova, sendo 40g em agosto, 80g em outubro e 60g
em dezembro; 30 a 90g de P2O5 e março; e 50 a 150g de K2O aplicados em outubro
(10 a 30), dezembro (20 a 60), e março (20 a 60).
5o.
ano: 200g de N/cova, sendo 40g em agosto, 80g em outubro, 60g
em dezembro e 20g em março; 40 a 120g de P2O5 em março; 50 a 150g de K2O,
sendo 10 a 30g em outubro, 20 a 60g em dezembro e 20 a 60g em março.
6o.
ano em diante: 240g de N/cova, parcelados em 40g em agosto, 80 g em
outubro, 60g em dezembro e 60g em março; 50 a 150g de P2O5 em uma única dose
em março; e 70 a 210 g de K2O, parcelados, sendo 20 a 60g em outubro, 30 a 90g
em dezembro, e 20 a 60g em março.
Recomenda-se
ainda, que a adubação fosfatada seja aplicada de forma localizada. Deve-se
usar matéria orgânica a cada três anos. No ano que não ocorrer produção,
aplicar somente as recomendações de outubro. Um terço da adubação de
cobertura deve ser aplicado para dentro da “linha final de projeção da
copa”, e os outros dois terços, até meio metro para fora da projeção da
copa. Recomenda-se aplicar calcário de 3 em 3 anos, incorporando-o com grade até
10cm de profundidade no final das chuvas.
7. 10 Controle de pragas
Segundo Donadio (1995) as pragas do abacateiro são
muito mumerosas e englobam vários tipos de insetos, tais como, pulgões, trips,
cochonilhas, lagartas, coleobrocas, cigarrinhas, formigas, besouros, e ácaros
Todavia, poucas causam dano econômico e exigem controle. As principais pragas e
o seu controle, conforme recomendado por Pizza e outros; e Campos de acordo com
informações compiladas por Donadio (1995), são:
a)
Ácaro das gemas florais: Tegolophus perseaflorae, ataca as gemas
florais, e causa manchas amareladas e pálidas nas folhas, chegando a
derruba-las. Seu controle é feito com defensivo a base de enxofre. Deve-se
pulverizar, tão logo se constate a presença
sua na base das inflorescências, mediante o uso de lentes de aumento. São
semelhantes aos ácaros da ferrugem dos citros.
b)
Besouros: besouro de Limeira (Sternocolapsis qualuordecimcostata)
e o besouro amarelo (Cortgalimaita ferruginea) podem atacar as folhas
novas do abacateiro e os seus frutos, danificando-os e causando sérios prejuízos.
O controle pode ser feito com Fenitrotion, Malation, ou Triclorfon. A pulverização
deve ser realizada ao se observar o ataque da praga.
c)
Cochonilhas: são várias as espécies, entre elas Aspidiotkus
destructos e Protopulvinaria longivalta, entre outras. Atacam brotos
e folhas. Os inseticidas recomendados são Parathion etílico, e Parathion metílico.
A pulverização deve ser realizada no início do ataque da praga. Deve-se
acrescentar 1L de óleo mineral miscível a cada 100litros de calda inseticida.
A operação deve ser repetida após 20 dias, se necessário.
d)
Coleobrocas: as espécies Apate tenebrans, Acanthoderes
jaspidea e Heilipus catagraphus são as principais. Atacam o
tronco, ramos, e esporadicamente, os frutos. O controle é feito eliminando-se
os ramos afetados.
e)
Lagartas: as lagartas dos ramos e dos frutos são consideradas as
pragas mais importantes para a cultura. A broca dos ramos (Mectafiella
monogramma) causa danos nos
ramos novos, que podem secar e
morrer. A larva do fruto (Stenoma catenifer) penetra o fruto até o caroço
podendo causar sua queda prematura ou danifica-lo, prejudicando-o para o
consumo. O controle é feito com pulverizações dos inseticidas Fenitrotion,
Malation ou Triclorfon, os quais não atingem a lagarta no interior do fruto.
7.11 Controle de doenças
Dentre
as diversas doenças que podem acometer o abacateiro, as principais doenças de
importância econômica e o seu controle são descritas a seguir, conforme
Piccini & Pascholati (1997).
a)
Gomose:
causada por Phytophthora cinnamomi Rands, é também conhecida como podridão
da raízes do abacateiro. Trata-se de uma das principais doenças da cultura, e
pode ocorrer tanto em condições de campo quanto de viveiro. Os sintomas são o
amarelecimento generalizado, seguido de queda das folhas, ocorrendo também a
seca de ramos do ponteiro. Costuma ocorrer aumento na produção de frutos
menores, antes da morte da planta. As raízes ficam descoloridas e necrosadas,
enquanto as radicelas são quase totalmente
destruídas. Ocorre ainda, fendilhamento da casca e exudação de goma. A ocorrência
da doença está associada à presença de umidade elevada no solo, e
temperatura entre 21o.C e 30o. C. As medidas de controle
incluem o uso de porta-enxertos tolerantes ao fungo; a aquisição de mudas de
qualidade; a remoção de restos culturais; cuidado com balanço nutricional,
evitando-se níveis elevados de N, pH alcalino e deficiência de Ca e P; evitar
encharcamento do solo; evitar ferimentos na raízes ou tronco; e se a doença
for detectada no início, usar fungicida. Neste caso, recomenda-se metalaxyl,
via solo, ou fosetyl alumínio, via foliar.
b)
Òídio:
causado por Oidium perseae. Os sintomas são observados pelo aparecimento de
pequenas machas esbranquiçadas e pulverulentas de formato circular localizadas
na superfície superior da folha, e pequenas manchas cloróticas na face
inferior. Posteriormente toda a folha fica branca e pulverulenta pelos esporos
do fungo. As folhas afetadas necrosam e enrrugam-e ou deformam o limbo foliar,
podendo ocorrer queda. A doença é favorecida por alta umidade relativa e
temperaturas altas, mas tem o seu desenvolvimento prejudicado por chuvas
constantes. O controle é feito mediante aplicação de fungicida à base de
enxofre.
c)
Verrugose: causada por Sphacelona perseae Jenkim. É também
conhecida como sarna do abacatgeiro. Além de depreciar a aparência do fruto,
pode provocar queda de frtos jovens, bem como o seu subdesenvolvimento.
Os
sintomas são observados nos frutos, através de pequenas pontuações eruptivas
que aumentam e coalescem, porém a infecção não ultrapassa a casca. Nasa
folhas também podem aparecer pontuações amarronzadas, podendo causar deformação
e até mesmo rompimento do limbo foliar, com conseqüente redução da área
fotossintética.
Como
medida de controle, recomenda-se a utilização de variedades resistentes, além
da aplicação de fungicidas cúpricos. Recomenda-se iniciar a aplicação, no
caso dos frutos, quando pelo menos 2/3 das pétalas caírem, atém os frutos
atingirem 5cm de diâmetro. Nas folhas, o controle deve ser feito semente no período
de brotações, até que as mesmas atinjam 3cm de comprimento. Em viveiros de
mudas, variedades da raça guatemalense, recomenda-se aplicações quinzenais de
fungicidas cúpricos.
d)
Cercosporiose: é causada por Cercospora purpúrea Cooke, Cercospora
perseae Ellis & Martin. Os sintomas caracterizam-se por lesões
ligeiramente deprimidas e irregulares, de coloração marrom e bordos definidos,
nos frutos. Com o envelhecimento, essas lesões tendem a provocar fissuras,
possibilitando o ataque de outros patógenos. Pode provocar a queda dos frutos e
por conseqüência, elevada perda de produção. Nas folhas ocorrem lesões
angulares de coloração marrom ou cinza, com halo clorótico, que tendem a
coalescer e provocar o rasgamento do limbo foliar. Lesões no pedúnculo podem
ocorrer e provocar a queda dos frutos. A sobrevivência do patógeno se dá
através das infecções foliares, e a sua disseminação ocorre por via aérea.
O pico da doença ocorre nos meses de junho e julho. Como medida de controle,
recomenda-se o uso de variedades resistentes. O controle químico é
difícil devido ao porte da plantas, e a inexistência de produtos
eficientes, registrados para a cultura. E possível, no entanto, aplicação de
cúpricos e de tiocarbamatos pouco antes da florada e logo após a queda de 2/3
da pétalas.
e)
Antracnose: causada por Glomerella cingulata (Stanem) Spauld
& Schrenk (Colletotrichum gloeosporioides (Penz) Sacc). Afeta
principalmente os frutos, podendo ocorrer nas folhas, flores e ramos, porém sem
causar danos à cultura. A doença é caracterizada nas folhas por manchas necróticas
de coloração escuros, com bordos definidos e formato irregular. Os sintomas
nos frutos iniciam-se por pequenas pontuações de coloração marrom a preta,
que tendem a evoluir, atingindo parte do fruto, ou necrosando-o completamente. O
fungo necessita de água livre para que possa germinar e infectar a planta,
sendo a temperatura ideal para o seu crescimento, 22 a 27o.C. Em
frutos verdes não se desenvolve, vindo causar sintomas apenas após o
amadurecimento. O controle está baseado principalmente no manejo correto da
adubação e nas técnicas de manejo adequado. Recomenda-se a poda de limpeza e
a queima de material doente. Deve-se evitar ferimentos nos frutos durante a
colheita e pós-colheita, mantendo-se os pedúnculos nos frutos, que devem ser
conservados em câmara fria sob concentrações adequadas de CO2.
8.1 Determinação do ponto de
colheita
Segundo
Beiroth (1995), a determinação do ponto de colheita do abacate baseia-se em vários
parâmetros relacionados ao aspecto externo (aderência do pedúnculo e coloração
da casca), e interno (característica da polpa e revestimento do caroço); físico
(peso ou volume); resistência da polpa (consistência) e ainda, a medição elétrica
e espectrofotométrica, e no aspecto químico (teor de óleo).
a)
A aderência do pedúnculo é tanto maior quanto mais verde
for o fruto, porém deve-se tomar cuidado pois algumas doenças como a
antracnose atacam o pedúnculo, dando a falsa impressão de que está no ponto
de colheita.
b)
A coloração brilhante da casaca tende a se torna opaca, a medida
que o fruto for amadurecendo.
c) A polpa, quando o fruto
ainda está verde, tem coloração desuniforme ou esbranquiçada, e se
colhido nessas condições, quando amadurecer apresentará sabor ruim. A polpa,
no ponto de colheita, deve ter coloração verde-clara e uniforme.
d) O caroço, quando o fruto está verde,
encontra-se recoberto por tegumento carnoso, espesso, e de cor branca. Com a
maturação, a espessura do revestimento diminui e se torna uma
película delgada. Todavia, frutos verdes desenvolvidos sob condições de alta
insolação podem também, apresentar esta característica.
e) O peso específico
do fruto tende a diminuir com o processo de maturação, situando-se entre 1,02
a 0,95g/cm3 em frutos verdes, e de 0,90 a 0,85g/cm3 em frutos maduros. Todavia,
variações podem ocorrer em função do tamanho do fruto e da sua cavidade.
f) Resistência da polpa:
com o desenvolvimento fisiológico o abacate tende a perder umidade, ocorrendo o
endurecimento gradativo da polpa, a qual diminui sua consistência mediante o
amadurecimento do fruto. A aferição da resistência da polpa é feita com
auxilio de um penetrômetro. Um modo prático, no entanto, é colocar a fruta na
palma da mão e apertá-la de forma suave entre os dedos. Não se deve apertar
com a ponta dos dedos, pois isso provoca manchas e podridões.
g)
A medição elétrica é um processo bastante sofisticado e empregado
como mais freqüência na pesquisa. Baseia-se na medida da capacidade de reação
e resistência condutiva, através da condutividade, durante as transformações
do fruto.
h)
A medição espectrofotométrica, baseada na transmissão e reflexão de luz para cálculos
de coordenadas de cor, embora tenha sido utilizado, para determinação do ponto
de colheita do abacate, não tem mostrado muito eficiência. O teor de óleo é
o critério mais utilizado, principalmente em países exportadores, todavia há
divergências quanto aos teores mínimos e máximos fixados, havendo variações
de acordo com as cultivares, pois não apresentam o mesmo teor de óleo.
8.2 - A operação de colheita
Deve
ser realizada com muito cuidado, evitando-se batidas ou rachaduras. Frutos com
ferimentos além de amadurecer mais rapidamente, podem permitir a entrada de
fungos, causando podridão.
Utilizam-se
escadas e tesouras apropriadas, conhecidas como “apanhadores de saco”, que
consistem de longas varas de bambu, providas de uma sacola de tecido resistente
presa a um aro de ferro que tem no extremo oposto uma lâmina de metal cortante.
Um colhedor prático é capaz de colher em torno de 900Kg de abacate por dia, o
que equivale a 30 caixas (caixa M).
Os
frutos jamais devem ser colhidos sem pedúnculo. Os pedúnculos podem ser
aparados com uma tesoura, de forma a facilitar o acondicionamento na embalagem .
Isso evita que o pedúnculo de um fruto possa causar dano a outro, também. A
retenção ou remoção completa do pedúnculo e do pedicelo aumenta muito a
taxa respiratória, e por conseguinte a perda de peso, e também o processo de
amadurecimento (Beinroth, 1995).
Segundo
Beinroth (1995), após colhidas, as frutas são levadas a um barracão onde
recebem um tratamento fitossanitário; são selecionadas, classificadas e
submetidas a um tratamento de proteção e posteriormente são acondicionadas.
9.1 Tratamento fitossanitário: é necessário no caso de
frutas destinadas á exportação, cujo consumo será
feito somente após 15 dias depois do tratamento. Não se recomenda esse
tratamento fitossanitário pós-colheita para frutas destinadas a o mercado
interno, pois os prazos de carência não são respeitados. O tratamento visa ao
controle de fungos responsáveis
por podridão e que atacam o abacate no período pós-colheita. Os principais são:
a Diplodia natalensis P. Evans, que causa a podridão peduncular, e o Colletrotrichum
gloeosporioides Penz que causa a podridão da casca. O tratamento consiste
na imersão das frutas em solução fungicida de thiabendazole 5g/L ou benomyl
1g/L por um período de dois minutos. Em seguida as frutas são retiradas do
tanque e secadas.
9.2 Seleção e classificação
A
seleção deve ser feita mediante a eliminação de frutos com defeitos de
descoloração da casca, frutas sem pedúnculo, frutas com manchas na casca,
causadas por danos mecânicos, frutas com polpa mole devido a queda no momento
da colheita, e frutas mal formadas, frutas com manhas resultantes da infestação
de determinados fungos.
Após
a seleção as frutas devem ser classificadas, osbervando-se os seguintes
fatores: cultivar, conforme a espécie cultivada: grupo, de acordo com a sua
forma, podendo ser esférico, oblongo ou piriforme; classe, de acordo como
tamanho, grande, médio, ou pequeno; e tipo, conforme a sua qualidade, que
geralmente é estabelecida pelo importador e está
relacionada ao tamanho, forma, coloração da casca e seu aspecto,
tamanho do caroço, rendimento em polpa e teor de lipídeos (Beinroth, 1995).
9.3 Tratamento de proteção das
frutas
A
proteção é feita por meio de impermeabilizantes como cera ou revestimento plástico
com a finalidade de reduzir a respiração e conseqüentemente, a liberação de
etileno, evitando que o seu
amadurecimento se acelere. A temperatura ambiente o abacate requer no máximo 10 dias a partir da colheita para atingir o seu amadurecimento.
Quando as frutas são enceradas, o seu tempo de prateleira pode ser ampliado de 10 para 17 dias, dependendo da concentração
de cera na emulsão aplicada (Beinroth, 1995).
9.4 Tratamentos complementares
São
tratamentos exigidos por países importadores para que a importação seja
autorizada pelo departamento fitossanitário desses países. Os principais são
a fumigação e a inundação. O objetivo é destruir insetos, larvas e ovos de
mosca-das-frutas (Ceratites capitata) que possam estar presentes (Beinroth,
1995).
9.5 Amadurecimento controlado
E
utilizado quando se deseja amadurecer uma grande quantidade de abacates ao mesmo
tempo. As frutas são colocadas em câmaras próprias, semelhantes às
utilizadas para o amadurecimento da banana. Nelas se faz
o controle dos seguintes elementos: temperatura (21 º C, o que
possibilita uniformidade, e aroma e sabor agradáveis); umidade relativa (90%,
pois teores baixos de umidade relativa causam perda de textura; gás ativador de
amadurecimento (para que se tenha o amadurecimento em escala contínua é
utilizado 100mg/L de etileno na câmara atmosférica); ar atmosférico (deve ser
renovado após 12horas da aplicação do gás, mediante exaustão por 30 a 60
minutos, a fim de que o excesso de
CO2 liberado pelas frutas seja removido). Após a renovação do ar, faz-se nova
aplicação de gás, mantendo-se o equipamento fechado por 24horas, quando os
frutos já estarão maduros (Beinroth, 1995).
Considerando
os insumos, calcário, adubo, e defensivos e os tratos culturais, aplicação de
defensivos, aplicação de fertilizantes, controle de formigas e colheita como
os principais itens de despeza para manutenção de um pomar adulto (de 5 a 10
anos) no espaçamento 5 x 10m , produzindo 15T/há/ano, Donadio (1995) estimou o
custo de produção em U$532,00/há/ano, o que equivale a U$0,035/Kg de abacate
produzido.
Para
um pomar em formação com mesmo espaçamento referido acima, considerando-se os
insumos, mudas adubos, calcário e defensivos, e os tratos culturais, aplicação de defensivos, marcação,
coveamento, e cultivo mecânico e cultivo manual, Donadio (1995) estima um custo
de U$443,00/há no 1o. ano; U$221,20 no 2o. ano; U$351,00
no 3o. ano, e U$402,80 no 4o. ano.
BEINHOT, E. W. Colheita e Tratamentos. In: GAYET, J. P. et al. Abacate
para exportação: procedimentos de colheita e pós-colheita. Publicações
técnicas FRUPEX, n º 15. Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da
Reforma Agrária, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Programa de Apoio à
Produção e Exportação de Frutas, Hortaliças, Flores e Plantas Ornamentais.
Brasília. EMBRAPA – SPI, 1995. 37p.
DONADIO, L. C. Abacate para exportação: aspectos técnicos da
produção. 2a. ed. rev aum. Publicações
técnicas FRUPEX, n º 2. Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da
Reforma Agrária, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Programa de Apoio à
Produção e Exportação de Frutas, Hortaliças, Flores e Plantas Ornamentais.
Brasília. EMBRAPA – SPI, 1995. 53p.
Ferro,
M. C. Abacate x Colesterol. In: Saúde e Treinamento. [On
line]. 1992.
Disponível ‹www.runnerbrasil.com.br/saude›.[acessado
em junho de 2003].
KOLLER, O.C. ABACATICULTURA. Porto Alegre. Ed. Da Universidade/UFGRS,
1984. 138p.
PICCININ, E. & PASCHOLATI, S. F. Doenças do abacateiro (Persea
Americana Mill). In: KIMATI, H et al. Manual
de Fitopatologia. 3a. ed. São Paulo. Agronômica Ceres,
1995-1997. V2. 774p. p.1-8.
SIMÃO, S. Manual de Fruticultura. São Paulo, Editora Agronômica
Ceres, 1971. 530p. p.147-169.
SOUZA, M. de et al. Sugestões
de Adubação para plantas frutíferas. In: RIBEIRO, A.C.; GUIMARAES, P. T. G.;
ALVAREZ V. V. H. Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em
Minas Gerais – 5a. aproximação. Viçosa, MG, 1999. 359p.
p.212-215.
TANGO, J. S. & TURATTI, J. M. Óleo de Abacate. In: TEIXEIRA, C. G.
et al. ABACATE: cultura, matéria prima, processamento e aspectos
econômicos. 2a. ed. Série Frutas Tropicais n º 8, ITAL,
Campinas, 1991. 250p. p. 156 a 192.
TEIXEIRA, C. G. Cultura [do abacate]. In: TEIXEIRA, C. G. et al. ABACATE:
cultura, matéria prima, processamento e aspectos econômicos. 2a. ed. Série Frutas Tropicais n
º 8, ITAL, Campinas, 1991. 250p.